Mercado abrirá em 1 h 49 min
  • BOVESPA

    115.062,54
    -1.118,01 (-0,96%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    52.192,33
    +377,16 (+0,73%)
     
  • PETROLEO CRU

    72,47
    -0,14 (-0,19%)
     
  • OURO

    1.780,00
    -14,80 (-0,82%)
     
  • BTC-USD

    47.886,59
    +332,64 (+0,70%)
     
  • CMC Crypto 200

    1.232,19
    +34,97 (+2,92%)
     
  • S&P500

    4.480,70
    +37,65 (+0,85%)
     
  • DOW JONES

    34.814,39
    +236,82 (+0,68%)
     
  • FTSE

    7.048,03
    +31,54 (+0,45%)
     
  • HANG SENG

    24.667,85
    -365,36 (-1,46%)
     
  • NIKKEI

    30.323,34
    -188,37 (-0,62%)
     
  • NASDAQ

    15.476,25
    -27,75 (-0,18%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    6,1446
    -0,0514 (-0,83%)
     

IPCA tem maior alta para agosto em 21 anos e taxa dispara para perto de 10% em 12 meses

·3 minuto de leitura

Por Camila Moreira e Rodrigo Viga Gaier

SÃO PAULO/RIO DE JANEIRO (Reuters) – Os combustíveis pesaram com força no bolso do consumidor e levaram a inflação oficial brasileira a registrar a maior alta para um mês de agosto em 21 anos, com a taxa em 12 meses se aproximando de 10%, em um momento de apreensão com a alta dos preços no país.

Em agosto, a alta do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) foi de 0,87%, depois de subir 0,96% no mês anterior, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira.

Apesar do enfraquecimento, foi a taxa mais elevada para o mês desde 2000 (+1,31%), e ficou bem acima da expectativa em pesquisa da Reuters de avanço de 0,71%.

O dado levou a taxa acumulada em 12 meses até agosto a 9,68%, de 8,99% no mês anterior, disparando bem acima do teto da meta oficial para este ano — inflação de 3,75%, com margem de 1,5 ponto percentual para mais ou menos.

A expectativa para o IPCA em 12 meses era de alta de 9,50%.

“Trocamos uma taxa baixa e com isso (o IPCA em 12 meses) chegou a perto de 10%. É a maior taxa desde fevereiro de 2016 (10,36%)”, disse o analista da pesquisa, André Filipe Guedes Almeida. “Vamos ver nos próximos meses se é um movimento contínuo de alta”, acrescentou.

“São vários fatores que influenciam a aceleração da inflação: questões cambiais, crise hídrica, dólar que afeta importações de produtos e insumos”, disse.

O maior vilão no orçamento das famílias foi a gasolina, com alta de 2,80%. Etanol subiu 4,50%, gás veicular teve alta de 2,06% e óleo diesel, de 1,79%. Os combustíveis como um todo subiram 2,96%.

No ano, a gasolina acumula alta de 31,09%, o etanol de 40,75% e o diesel de 28,02%, segundo os dados do IBGE.

Com isso, o grupo Transportes registrou a maior variação em agosto, de 1,46%, embora a taxa tenha enfraquecido de 1,52% em julho.

“O preço da gasolina é influenciado pelos reajustes aplicados nas refinarias de acordo com a política de preços da Petrobras. O dólar, os preços no mercado internacional e o encarecimento dos biocombustíveis são fatores que influenciam os custos, o que acaba sendo repassado ao consumidor final”, explicou Almeida.

Já o grupo Alimentação e bebidas acelerou com força a alta em agosto a 1,39% de 0,60% em julho. A alimentação no domicílio passou de 0,78% para 1,63%, afetada principalmente pelas altas da batata-inglesa (19,91%), café moído (7,51%), frango em pedaços (4,47%), frutas (3,90%) e carnes (0,63%).

Já a energia elétrica subiu 1,10% depois do salto de 7,88% em julho, levando o grupo Habitação a enfraquecer a alta a 0,68% em agosto de taxa de 3,10% no mês anterior.

A inflação de serviços, grupo mais afetado pelas medidas de restrição durante a pandemia, teve alta de 0,39% em agosto depois de subir 0,67% em julho, em meio à reabertura da economia e maior demanda. O resultado mais fraco se deu devido à queda de 10,69% das passagens aéreas, depois de disparada de 35,22% em julho.

O BC vem intensificando o aperto monetário diante da pressão inflacionária, elevando a Selic a 5,25%. A autoridade monetária volta a se reunir em 21 e 22 de setembro.

Na véspera, o presidente do BC, Roberto Campos Neto, afirmou que a autarquia tem autonomia e vai agir de maneira independente com os instrumentos que tem à disposição para controlar a inflação.

Para os economistas consultados semanalmente pelo BC na pesquisa Focus, a inflação deve terminar este ano a 7,58% no acumulado em 12 meses, com a taxa básica de juros estimada a 7,63% na mediana das projeções.

This article was originally posted on FX Empire

More From FXEMPIRE:

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos