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IPCA sobe em março e fica em 6,10% em 12 meses

EDUARDO CUCOLO E FERNANDA BRIGATTI
·3 minuto de leitura

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) subiu 0,93% em março e alcançou 6,10% em 12 meses, valor superior ao teto da meta para 2021. A meta de inflação deste ano é de 3,75%, com limite de 5,25%. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (9) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Em fevereiro, a inflação ficou em 0,86%. Em março do ano passado, em 0,07%. Os economistas consultados pelo Banco Central na pesquisa Focus projetavam um IPCA de 1% neste mês, considerando a mediana das projeções nos últimos cinco dias úteis até a semana passada. A expectativa é de queda nos próximos resultados mensais, para 0,42% em abril e 0,29% em maio. Em 12 meses, no entanto, o índice de preços continuará a subir até o meio do ano e deve superar os 7%, para depois cair e fechar 2021 em 4,81%, segundo a projeção na Focus. O BC prevê um IPCA de 5%, diz que há risco de estouro da meta e já voltou a subir a taxa básica de juros por causa da inflação. A inflação ao consumidor de março é a maior para o terceiro mês do ano desde 2015, quando ficou em 1,32%. Em 12 meses, o resultado é o maior desde dezembro de 2016 (6,29%). A desvalorização do real, a alta no preço das commodities e a falta de produtos por causa da interrupção de algumas cadeias de produção estão entre os principais motivos para o aumento dos preços desde a decretação de pandemia pela OMS (Organização Mundial de Saúde), no dia 11 de março de 2020. Entre os produtos que mais subiram no período estão os combustíveis e os alimentos, principalmente derivados de soja, carnes, leite e arroz e feijão, além de alguns bens industriais. Indicadores de inflação que medem preços no atacado, com os IGPs (Índices Gerais de Preços da FGV), já acumulam alta de 8% no ano e 30% em 12 meses até março. No caso do IPCA, que mede os preços ao consumidor, a baixa inflação de serviços ajuda a segurar o índice. O governo chegou a anunciar medidas para tentar conter a escalada dos alimentos e combustíveis, mas os impactos foram pequenos. Nas últimas semanas, alta do custo de vida é tema de campanhas contra o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) nas redes sociais. No mês passado, a Petrobras anunciou duas reduções no preço da gasolina e um do diesel em suas refinarias. Como os preços dos combustíveis no Brasil são livres, os repasses aos postos dependem também de outros fatores, como tributos, custos para aquisição de etanol anidro e biodiesel e margens de lucro de distribuidores e revendedores. A alta da inflação corrente tem elevado as expectativas dos economistas para o IPCA e já levou o Banco Central a aumentar a taxa básica de juros, que passou de 2% para 2,75% ao ano em março. A instituição já sinalizou nova alta na reunião do Copom (Comitê de Política Monetária) de maio. Para o Comitê, com o avanço da vacinação, o segundo semestre do ano pode mostrar uma retomada robusta da atividade. Os efeitos mais fortes de uma alta de juros na economia aparecem em um período de seis meses a um ano. Além disso, o BC avalia que a demora na normalização das cadeias produtivas pressionaram custos de produção e geraram um choque de demanda [maior consumo]. O BC também avalia que o efeito do fim do auxílio emergencial na economia, que só foi retomado nesta semana, mas com valores inferiores aos de 2020, foi menor que o esperado. Na quarta-feira (7), o Bank Of America revisou a projeção de inflação deste ano de 4,6% para 5,2%. Para a instituição, pressões de alta para o IPCA advindas da inflação global, a desvalorização do real e riscos fiscais aumentam as expectativas de inflação para o Brasil. Por outro lado, o ciclo de alta de juros em curso, um mercado de trabalho fraco e um PIB bem abaixo do seu potencial devem limitar a inflação em 2022.