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IPCA avança 0,64% e tem maior alta para setembro desde 2003, mostra IBGE

Bruno Villas Bôas
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Em 12 meses, indicador apresentou elevação de 3,14% O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acelerou mais do que o esperado em setembro, para 0,64% de alta, depois de registrar elevação de 0,24% em agosto, mostram dados divulgados nesta sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Foi a maior alta da inflação para meses de setembro desde 2003 (+0,78%). Os preços de alimentos subiram fortemente no período e pressionaram o IPCA do mês, respondendo por 70% da inflação de setembro. O resultado do IPCA ficou acima da mediana das projeções de consultorias e instituições financeiras ouvidas pelo Valor Data, de 0,54% de aumento. O intervalo das estimativas ia de alta de 0,40% até 0,65%. Pelo indicador em 12 meses, o IPCA passou a acumular alta de 3,14% em setembro, acima dos 2,44% acumulados até agosto. Os analistas consultados pelo Valor Data esperavam, pela mediana, aceleração para 3,03%. Com a leitura da inflação de setembro, o indicador acumulado em 12 meses está abaixo do centro da meta de inflação do governo deste ano, de 4% — a meta tem uma margem de 1,5 ponto percentual, para mais ou para menos. Difusão No ano, a inflação oficial acumula até agora é de 1,34%. A inflação se espalhou mais pelos produtos e serviços que compõem o IPCA em setembro. O chamado Índice de Difusão, que mede a proporção de bens e atividades que tiveram aumento de preços, subiu de 55,2% em agosto para 63,4% um mês depois, maior nível desde março de 2019 (65,3%). Excluindo alimentos, grupo considerado um dos mais voláteis, o indicador também mostrou uma maior abrangência das altas de preços, de 50,2% para 58,4%, maior percentual desde agosto de 2019 (60,1%). O IPCA é calculado com base em uma cesta de consumo típica das famílias com rendimento de um a 40 salários mínimos. A pesquisa abrange dez regiões metropolitanas e seis municípios. Marcos Santos/USP Imagens