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IPCA avança 0,10% em outubro, menor taxa para o mês desde 1998

Gabriel Vasconcelos

Resultado, contudo, ficou acima daquele esperado pelas instituições consultadas pelo Valor Data, de 0,07% de aumento O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou alta de 0,10% em outubro, após cair 0,04% em setembro, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). É a menor taxa para um mês de outubro desde 1998, quando a inflação ficou em 0,02%.

O resultado ficou acima da mediana das projeções de 41 analistas de consultorias e instituições financeiras consultados pelo Valor Data, que projetam alta de 0,07% no período. O intervalo das estimativas ia de 0,02% a 0,15% de elevação.

Em 12 meses, o IPCA desacelerou para 2,54% em outubro, após os 2,89% acumulados até setembro. Os analistas consultados pelo Valor Data esperavam incremento de 2,50%.

Com a leitura de outubro, o índice acumulado em 12 meses ficou abaixo do piso da meta de inflação deste ano, de 2,75% — o centro da meta é 4,25%, com margem de 1,5 ponto percentual, para mais ou para menos.

De janeiro a outubro, houve alta de 2,60%, conforme o IBGE.

Das classes de despesa avaliadas, o grupo Transportes foi o principal responsável pela inflação em outubro ao ter alta de 0,45%, depois de estabilidade um mês antes, e responder por 0,08 ponto percentual do IPCA do período. Essa alta é explicada pelo encarecimento da gasolina, em 1,28% em outubro.

Alimentação e Bebidas, por sua vez, subiram 0,05%. Responsável por um quarto do orçamento das famílias, o grupo respondeu por apenas 0,01 ponto percentual no IPCA do mês.

Habitação, por sua vez, cedeu 0,61% em outubro, com impacto negativo de 0,10 ponto percentual no índice geral, refletindo recuo dos preços da energia elétrica, de 3,22%. Segundo o gerente da pesquisa, Pedro Kislanov, isso aconteceu porque houve mudança de bandeira tarifária, da vermelha patamar 1 para amarela em outubro.