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IPCA-15 tem deflação de 0,37% em setembro

***FOTO DE ARQUIVO*** SÃO PAULO, SP, 27.04.2022 - Consumidora faz compra no supermercado em Itaquera, na zona leste de São Paulo (Foto: Rubens Cavallari/Folhapress)
***FOTO DE ARQUIVO*** SÃO PAULO, SP, 27.04.2022 - Consumidora faz compra no supermercado em Itaquera, na zona leste de São Paulo (Foto: Rubens Cavallari/Folhapress)

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - O IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15) teve deflação (queda) de 0,37% em setembro, informou nesta terça-feira (27) o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). A trégua dos combustíveis respondeu pela maior influência, com destaque para o recuo na gasolina, em particular.

A queda em setembro é a segunda consecutiva. O índice havia recuado 0,73% em agosto.

No acumulado de 12 meses, o IPCA-15 ainda registrou alta de 7,96% até setembro. Nesse recorte, o avanço era de 9,60% até agosto.

O índice oficial de inflação no Brasil é o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), também divulgado pelo IBGE. Como a variação do IPCA é calculada ao longo do mês de referência, o dado de setembro ainda não está fechado. Será conhecido em 11 de outubro.

O IPCA-15, pelo fato de ser divulgado antes, sinaliza uma tendência para os preços. O indicador prévio costuma ser coletado na segunda metade do mês anterior e na primeira do mês de referência da divulgação --neste caso, agosto e setembro.

A carestia de bens e serviços pressionou o governo Jair Bolsonaro (PL) às vésperas das eleições. O primeiro turno da disputa nas urnas está agendado para o próximo domingo (2).

O presidente aparece em segundo lugar nas pesquisas de intenção de voto, atrás do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Para tentar reduzir o impacto eleitoral da perda do poder de compra do consumidor, Bolsonaro apostou em um pacote de benefícios turbinados, incluindo o Auxílio Brasil, e no corte de tributos, que alcançou parte dos preços.

No final de junho, o presidente sancionou o teto para a cobrança de ICMS (imposto estadual) sobre combustíveis, energia elétrica, transporte e telecomunicações. A medida resultou em baixa nos preços de produtos como a gasolina.

Mesmo com a trégua recente, o IPCA-15 em 12 meses continua distante da meta de inflação perseguida pelo BC (Banco Central) para o IPCA. O centro da medida de referência é de 3,50% em 2022. Já o teto foi definido em 5%.

Com o corte tributário sobre os combustíveis, analistas do mercado financeiro passaram a reduzir as projeções para o IPCA em 2022.

A alta prevista pelo mercado para o índice oficial é de 5,88% até dezembro, de acordo com a mediana do boletim Focus, publicado pelo BC na segunda-feira (26). Se a estimativa for confirmada, o Brasil terá o segundo ano consecutivo de estouro da meta de inflação.