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IPCA-15 surpreende e economistas elevam projeção para o IPCA de 2020

Arícia Martins
·3 minutos de leitura

Ao menos quatro instituições elevaram suas estimativas para o índice oficial inflação deste ano A pressão de alimentos é avaliada como temporária e insuficiente para alterar o cenário de permanência dos juros em patamar baixo por um longo período, mas levou economistas a prever inflação um pouco maior em 2020. Após a divulgação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo - 15 (IPCA-15) de setembro – que subiu 0,45%, acima das expectativas do mercado –, ao menos quatro instituições elevaram suas estimativas para a alta do IPCA neste ano, que agora estão acima de 2%. O dado divulgado nesta quarta-feira pelo IBGE, em conjunto com a desvalorização cambial ocorrida nas últimas semanas, fez a equipe econômica do UBS passar a projetar alta de 0,5% para o IPCA fechado deste mês, ante 0,3% anteriormente. Como resultado, a previsão para a inflação anual também subiu 0,2 ponto, a 2,1%, apontam os economistas Tony Volpon e Fabio Ramos em relatório enviado a clientes. Segundo Volpon e Ramos, o maior desvio em relação à projeção de 0,34% do banco suíço para o aumento do IPCA-15 ocorreu nos preços de bens comercializáveis. Os alimentos no domicílio subiram 1,96%, e artigos de residência, 0,79%. O UBS esperava taxas de 1,45% e 0,25% para esses dois conjuntos de preços, respectivamente. Itens comercializáveis com alguma relação direta com a trajetória do dólar representam cerca de 30% da cesta de consumo do IPCA, observam os economistas. “Esse grupo mostrou aceleração da inflação em 12 meses, de 3% em meados em 2019 para 5,3%, seguindo a depreciação de 40% do real no período”, mencionam Volpon e Ramos. Stock Photos O indicador fechado de setembro deve acelerar para 0,55%, estima Fabio Romão, da LCA Consultores, com inflação maior em alimentos e combustíveis. Em seus cálculos, o grupo alimentação e bebidas vai avançar de 1,48% para 1,93% entre a prévia e o IPCA, ao passo que a parte de transportes deve registrar alta de 0,89%, também acima do 0,83% observado no IPCA-15. Após conhecer o resultado de hoje, Romão passou a prever aumento de 2,4% para a inflação em 2020. O número anterior era 2,2%. A pressão localizada de alimentação e bebidas não deve gerar mudanças na condução da política monetária, mas aponta para inflação um pouco maior este ano, na avaliação do banco ABC Brasil. A equipe econômica da instituição trabalha com alta de 2,2% para o IPCA no período agora, ante 1,8% anteriormente. “Não há sinais de contaminação para outros grupos e as expectativas para os próximos anos seguem ancoradas”, afirma o economista Daniel Guilherme de Lima. “Apesar da pressão de curto prazo em alimentação no domicílio, o quadro qualitativo da inflação continua benigno, com serviços, preços industriais e administrados rodando a taxas muito baixas, sendo que os dois últimos devem encerrar o ano com alta acumulada inferior a 1%, e serviços com avanço pouco acima de 1%”, ressalta Lima. De acordo com os economistas do Bradesco BBI, que também passaram a prever IPCA um pouco mais alto em 2020, a economia brasileira ainda tem elevado nível de capacidade ociosa, além da necessidade de continuar o processo de consolidação fiscal assim que a pandemia permitir. Esses dois fatores devem ajudar a manter os números de inflação comportados, dizem os economistas Dalton Gardimam, Ricardo Mauad e Bernardo Keiserman. Também devido ao IPCA-15 de setembro mais alto do que o previsto, o banco de investimento do Bradesco aumentou a projeção para o avanço do IPCA em 2020, de 1,8% para 2,2%. Para os economistas da instituição, a aceleração dos alimentos deve ser temporária, tendo em vista a elevada volatilidade destes preços. “Esperamos que os preços da alimentação no domicílio continuem pressionados nas próximas semanas, enquanto a queda nos preços do vestuário registrada nos últimos quatro meses parece estar diminuindo”, diz Roberto Secemski, economista-chefe para Brasil do Barclays. A perspectiva de aumento perto de 0,5% para o IPCA do mês atual adiciona riscos de alta na projeção para o ano, por enquanto em 2%, alerta Secemski.