Mercado fechado
  • BOVESPA

    108.523,47
    -1.617,17 (-1,47%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    54.049,05
    +174,14 (+0,32%)
     
  • PETROLEO CRU

    73,23
    -2,65 (-3,49%)
     
  • OURO

    1.877,70
    -53,10 (-2,75%)
     
  • BTC-USD

    23.331,75
    -202,20 (-0,86%)
     
  • CMC Crypto 200

    535,42
    -1,43 (-0,27%)
     
  • S&P500

    4.136,48
    -43,28 (-1,04%)
     
  • DOW JONES

    33.926,01
    -127,93 (-0,38%)
     
  • FTSE

    7.901,80
    +81,64 (+1,04%)
     
  • HANG SENG

    21.660,47
    -297,89 (-1,36%)
     
  • NIKKEI

    27.509,46
    +107,41 (+0,39%)
     
  • NASDAQ

    12.616,50
    -230,25 (-1,79%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    5,5385
    +0,0488 (+0,89%)
     

IPCA-15 inicia ano sob pressão de saúde e alimentos e acelera alta a 0,55% em janeiro

Consumidores aguardam em fila de supermercado no Rio de Janeiro, Brasil

Por Camila Moreira

SÃO PAULO (Reuters) - O IPCA-15 iniciou o ano em leve aceleração e acima do esperado, sob o impacto de preços de saúde, alimentação e comunicação, depois de a inflação ter estourado o teto da meta pelo segundo ano seguido em 2022, mantendo a pressão sobre o Banco Central para que volte ao objetivo.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) registrou alta em janeiro de 0,55%, depois de ter subido 0,52% em dezembro, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgados nesta terça-feira.

Assim, o índice considerado prévia da inflação oficial passou a acumular em 12 meses alta de 5,87%, de 5,90% em dezembro. A meta para a inflação este ano é de 3,25%, com margem de 1,5 ponto percentual para mais ou menos, medida pelo IPCA.

Os resultados ficaram acima das expectativas em pesquisa da Reuters de altas de 0,52% no mês e de 5,83% em 12 meses.

No ano passado, a inflação medida pelo IPCA fechou com alta acumulada de 5,79%, influenciada principalmente por alimentação, e a pressão agora é para que volte a ficar dentro da banda de tolerância.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou na véspera que há confiança de que a inflação brasileira está convergindo para a meta e que isso tem que ser observado pelo Conselho Monetário Nacional. As declarações foram dadas dias após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva questionar se o alvo para a inflação não está baixo demais --as metas de inflação são fixadas pelo CMN, composto pelos ministros da Fazenda e do Planejamento e presidente do BC.

Já 2023 começou sob o impacto das altas de 1,10% do grupo de Saúde e cuidados pessoais e de 0,55% de Alimentação e bebidas.

No primeiro caso, o resultado foi influenciado principalmente por higiene pessoal (1,88%), perfume (4,24%) e produtos para pele (3,85%).

Já no caso de alimentação, os aumentos dos preços da batata-inglesa (15,99%), do tomate (5,96%), do arroz (3,36%) e das frutas (1,74%) provocaram uma alta de 0,61% nos preços dos alimentos para consumo no domicílio.

Em janeiro, todos os nove grupos de produtos e serviços pesquisados tiveram alta, sendo que a maior variação foi registrada pelo grupo Comunicação (2,36%), que tem peso menor sobre o índice geral. Esse resultado foi influenciado pelas altas de TV por assinatura (11,78%), combo de telefonia, internet e TV por assinatura (3,24%), acesso à internet (2,11%) e aparelho telefônico (1,78%).

A intensa pressão inflacionária ao longo do ano passado levou o Banco Central a realizar forte aperto monetário que levou a Selic aos atuais 13,75%, patamar que deve ser mantido quando a autoridade monetária voltar a se reunir em 31 de janeiro e 1 de fevereiro, segundo expectativa do mercado.

As projeções do BC atualizadas em dezembro são de que a inflação seguirá em queda neste ano, terminando 2023 em 5%, nível inferior ao de 2022, mas ainda acima do teto da meta, de 4,75%.

De acordo com o presidente do BC, Roberto Campos Neto, os motivos para isso são principalmente a hipótese do retorno da tributação federal sobre combustíveis neste ano e os efeitos inerciais da inflação de 2022, embora esses efeitos sejam compensados pela política monetária contracionista.

"Na nossa avaliação, as atuais condições desafiadoras justificam uma calibragem conservadora da política monetária por um período razoável de tempo", disse Alberto Ramos, diretor de pesquisa do Goldman Sachs, em relatório nesta terça-feira.

De acordo com avaliação do Banco Original, a inflação no país terá dois momentos distintos: "no 1º semestre o índice arrefecendo (chegando a 3,4% em junho), mas a partir do 2º semestre apresenta uma recomposição de altas atreladas aos atos federais (como reajuste de ICMS)".

Com o resultado de janeiro, a ASA Investments elevou sua projeção para a alta do IPCA este ano de 5,8% para 6,0%. Pesquisa Focus realizada pelo BC com uma centena de economistas mostra que a expectativa do mercado é de que a inflação encerre este ano a 5,48% e 2024 a 3,84%.