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IPCA-15 sobe 0,45% e tem maior taxa para setembro desde 2012, mostra IBGE

Bruno Villas Bôas
·5 minutos de leitura

Foi o maior resultado para um mês de setembro desde 2012 O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15), prévia da inflação oficial do país, subiu 0,45% em setembro, após elevação de 0,23% um mês antes, informou nesta quarta-feira o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Foi o maior resultado para um mês de setembro desde 2012, conforme o levantamento. O resultado de setembro ficou acima da mediana de 0,38% de alta das projeções colhidas pelo Valor Data com 35 consultorias e instituições financeiras. O intervalo das projeções ia de avanço de 0,25% a 0,50%. Com isso, o índice acumulado em 12 meses acelerou para 2,65%, superando os 2,28% registrados nos 12 meses anteriores. No acumulado dos nove meses do ano, houve aumento de 1,35% A prévia da inflação segue bastante aquém do centro da meta do governo para 2020, de 4%, com margem de 1,5 ponto percentual, para mais ou para menos. O IPCA-15 mediu a variação de preços coletados de meados de agosto a meados de setembro. O indicador acompanha a inflação para famílias com rendimento de um a 40 salários mínimos e abrange nove regiões metropolitanas e duas cidades. Atividades O grupo de Alimentação e bebidas teve alta de 1,48% em setembro, após avançar 0,34% em agosto. Um dos principais gastos das famílias, os alimentos foram responsáveis por 0,3 ponto percentual do IPCA-15 do mês, o maior impacto dos grupos de preços. Dados divulgados pelo IBGE mostram que a elevação do grupo de alimentação refletiu o comportamento da alimentação dentro de casa, que subiu 1,96% na prévia de setembro. São produtos comprados em supermercado e feiras, por exemplo. O maior impacto veio das carnes, com forte alta de 3,42%, contribuindo com 0,09 ponto para o índice. Também tiveram forte alta tomate (22,53%), que havia recuado 4,20% no mês anterior. O óleo de soja (20,33%), o arroz (9,96%) e o leite longa vida (5,59%) também subiram. No lado das quedas, os destaques foram a cebola (-19,09%), o alho (-11,90%) e a batata-inglesa (-8,20%). Outro destaque para a alta do IPCA-15 do mês foi o grupo de transportes, com avanço de 0,83% no mês, acelerando de 0,75% em agosto. Os preços da gasolina subiram 3,19%, terceiro mês seguido de alta, e impactaram em 0,15 ponto o IPCA-15 de setembro. Vestuário cedeu 0,27% em setembro, embora a queda tenha sido menos intensa do que em agosto (-0,63%). Dos itens em baixa, apareceram roupas masculinas (-0,32%), femininas (-0,52%) e infantis (-0,59%). Já o grupo de Saúde e cuidados pessoas mostrou baixa de 0,69%. O item plano de saúde recuou 2,31% no mês e retirou 0,1 ponto percentual do índice, após a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) suspender reajustes até o fim de 2020. Educação registrou declínio de 0,11% em setembro, após queda de 3,27% um mês antes. Neste caso, o mês de agosto concentra o lançamento de preços coletados pelo IBGE no setor, o que explica a queda mais intensa do mês anterior. Habitação, por sua vez, subiu 0,34% em setembro, após aumento de 0,57% no mês anterior. De um lado, a taxa de água e esgoto aumentou 1%, mas o gás encanado ficou mais barato (-1,65%) no mês. A energia elétrica ficou quase estável (-0,03%). Outros grupos em desaceleração foram artigos de residência (de 0,88% em agosto para 0,79% em setembro) e comunicação (de 0,86% em agosto para 0,15% em setembro). Difusão A inflação se espalhou mais pelos produtos e serviços que compõem o IPCA-15 em setembro. O chamado Índice de Difusão, que mede a proporção de itens que tiveram aumento de preços no período, subiu para 59,9% neste mês, vindo de 52,6% no anterior, segundo cálculos do Valor Data considerando todos os itens da cesta. Com isso, o percentual da cesta com inflação positiva é o maior desde janeiro deste ano (67,7%). Sem alimentos, um dos grupos considerados mais voláteis, o indicador também mostrou maior abrangência das altas de preços, de 47,8% para 53,7%, também o maior nível desde janeiro (64%). O IPCA-15 é considerado uma prévia da inflação oficial do país, medida pelo seu quase homônimo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), o chamado “IPCA cheio”. A coleta de preços do IPCA-15 ocorre da metade do mês anterior até a do mês de referência, o da divulgação. Marcos Santos/USP Imagens Inflação acumulada Dos 11 locais pesquisados pelo IBGE para o IPCA-1), sete ainda registraram inflação acumulada em 12 meses abaixo de 3% em setembro. Dados da pesquisa mostram que os maiores índices acumulados em 12 meses estavam em Belém (3,41%), Fortaleza (3,30%), Recife (3,06%) e Salvador (3,02%), segundo dados divulgados pelo IBGE. A prévia da inflação na região metropolitana de São Paulo, que avançou 0,44% em setembro, acumula alta de 2,74% nos últimos 12 meses encerrados em setembro. No Rio de Janeiro, a variação acumulada era de 2,52%. Outras regiões pesquisada são Goiânia (+2,69% em 12 meses), Brasília (+2,33%), Curitiba (+2,17%), Belo Horizonte (+2,63%) e Porto Alegre (+2,10%).