IPC-S fica em 1,01% em janeiro ante 0,66% de dezembro

A inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor - Semanal (IPC-S) ficou em 1,01% no encerramento de janeiro, informou nesta sexta-feira a Fundação Getúlio Vargas (FGV). O resultado representa uma aceleração de preços na comparação com a última leitura de dezembro, quando o índice registrou alta de 0,66%. Na comparação com a terceira quadrissemana de janeiro, porém, houve leve desaceleração do IPC-S, que apresentou, na ocasião, alta de 1,03%.

Duas das oito classes de despesa que compõem IPC-S apresentaram desaceleração na passagem da terceira para quarta quadrissemana do mês. Habitação (de 0,42% para -0,17%) e Saúde e Cuidados Pessoais (de 0,47% para 0,40%). Nesses grupos, respectivamente, destacaram-se os itens tarifa de energia elétrica (de -0,43% para -5,19%) e artigos de higiene e cuidado pessoal (de -0,17% para -0,48%).

No mesmo período, houve aceleração de preços nos grupos Educação, Leitura e Recreação (de 2,80% para 3,99%), Alimentação (de 2,08% para 2,18%), Despesas Diversas (de 3,82% para 4,22%) e Vestuário (de 0,17% para 0,29%), com destaque para os respectivos itens: cursos formais (de 5,87% para 8,11%), hortaliças e legumes (de 16,81% para 20,02%), cigarros (de 8,35% para 9,31%) e roupas (de -0,31% para -0,11%).

Já os grupos Transportes e Comunicação apresentaram estabilidade do índice, com altas de 0,20% e 0,02%, respectivamente, no encerramento de janeiro. Apesar da estabilidade, a FGV destacou nessas classes de despesa os itens automóvel novo (de 0,75% para 1,11%) e mensalidade para internet (de 0,39% para 0,48%).

Influências positivas e negativas. Os cinco itens com maiores influências de baixa para o IPC-S na passagem da terceira para a quarta quadrissemana de janeiro foram tarifa de eletricidade residencial (de -0,43% para -5,19%), tarifa de táxi (de -3,36% para -7,60%), passagem aérea (de -9,17% para -10,94%), condomínio residencial (de 0,44% para -0,72%) e protetores para a pele (de -2,32% para -2,78%).

Os cinco itens que apresentaram as altas mais significativas no período foram cigarros (de 8,35% para 9,31%), tomate (de 27,28% para 34,57%), curso de ensino superior (de 4,42% para 6,40%), refeições em bares e restaurantes (de 0,92% para 1,12%) e curso de ensino fundamental (de 7,76% para 9,72%).

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