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iPad Pro 2021 brasileiro é o mais caro do mundo, revela estudo

Renan da Silva Dores
·3 minuto de leitura

No evento Spring Loaded realizado nesta semana, a Apple atualizou diversos produtos, incluindo o iPad Pro. O tablet ganhou upgrades significativos em processamento, agora comandado pelo chip M1 da empresa, e estreou algumas tecnologias até então inéditas, como a tela com painel Mini LED, chamada pela Maçã de Liquid Retina XDR.

Com lançamento previsto para a segunda semana de maio, o iPad Pro 2021 já está em pré-venda em diversos países pelo mundo, com o Brasil entre eles. Os valores cobrados pelo dispositivo impressionam, e podem chegar a salgados R$ 30 mil na versão mais completa, com 2 TB de armazenamento. Diante disso, não chega a ser uma surpresa que o modelo brasileiro lidere a lista dos mais caros no mundo.

iPad Pro no Brasil é duas vezes mais caro que nos EUA

Conforme revela levantamento realizado pelo site Nukeni, o iPad Pro 2021 vendido no Brasil é o mais caro do mercado, custando a partir de R$ 10.799, o equivalente a cerca de US$ 2 mil em sua versão base. O valor é mais de duas vezes maior que o preço sugerido no país com o iPad mais barato, os EUA, onde o dispositivo é vendido a US$ 799 (cerca de R$ 4,3 mil, em conversão direta).

Logo atrás dos EUA está Hong Kong, cujo preço chega aos US$ 824 (R$ 4,4 mil). Na outra ponta, acompanhando o Brasil, está a Suécia, mas, ainda assim, a diferença é significativamente menor, com o mercado sueco vendendo o iPad Pro a US$ 1.129 (R$6,1 mil)

O iPad Pro brasileiro é quase 250% mais caro que o vendido nos EUA (Imagem: Divulgação/Apple)
O iPad Pro brasileiro é quase 250% mais caro que o vendido nos EUA (Imagem: Divulgação/Apple)

A variante mais completa do iPad Pro mostra um cenário semelhante. Enquanto nos EUA a versão com 2 TB de armazenamento e conexão 5G é vendida por US$ 2.399 (algo em torno de R$ 13 mil), no Brasil, o aparelho atinge inacreditáveis R$ 29.999, ou US$ 5,5 mil.

Os vice-líderes também são mantidos: Hong Kong vende o iPad Pro por US$ 2.408 (R$ 13,1 mil), enquanto a Suécia vê o tablet alcançar os US$ 3.330 (R$ 18,1 mil), ainda bem abaixo do cobrado no Brasil.

O iPhone 12 brasileiro também é o mais caro, mas com margem de diferença de "apenas" 80% (Imagem: Daniel Romero/Unsplash)
O iPhone 12 brasileiro também é o mais caro, mas com margem de diferença de "apenas" 80% (Imagem: Daniel Romero/Unsplash)

Vale lembrar que não é a primeira vez que o mercado brasileiro se destaca negativamente em se tratando de preços de produtos Apple: o iPhone 12, atual topo de linha da companhia, também é o mais caro, mas por uma diferença de "apenas" 80%. Como aponta o portal 9to5Mac, essa diferença parece crescer a cada novo lançamento.

Chip Apple M1 e tela Mini LED são destaques

O novo iPad Pro chegou para reforçar a dominância da Apple no mercado de tablets. Além de contar com o Apple M1, chip potente fabricado pela própria companhia que dá trabalho para o Core i9 do antigo MacBook Pro, o dispositivo também ganhou aumento considerável nas memórias, que agora chegam a 16 GB de RAM e 2 TB de armazenamento.

<p>A tela Mini LED do iPad Pro é um de seus maiores destaques (Imagem: Divulgação/Apple)</p>

A tela Mini LED do iPad Pro é um de seus maiores destaques (Imagem: Divulgação/Apple)

Outra grande novidade é o uso do display de Mini LED, nova tecnologia de tela que promete aprimorar o LCD tradicional, trazendo a ele características mais próximas do popular OLED.

O painel utilizado pela Apple traz mais de 10.000 LEDs na iluminação traseira, permitindo que o iPad Pro atinja picos de brilho de impressionantes 1.600 nits e alto contraste de 1.000.000:1. Segundo a fabricante, seu desempenho é próximo do monitor profissional Pro Display XDR.

Fonte: Canaltech

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