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Investidores millennials e da Geração Z estão mais dispostos a assumir riscos agora, diz pesquisa

·4 minuto de leitura
(Foto: Divulgação)
(Foto: Divulgação)

De acordo com dados recentes da E*Trade, os investidores das gerações Y e Z estão dispostos a assumir muito mais riscos do que antes. A pesquisa trimestral da empresa constatou que mais da metade desses investidores mais jovens indicou que sua tolerância ao risco aumentou desde a pandemia de coronavírus, índice muito maior que os de outros grupos.

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Os investidores de varejo, ou seja, pessoas físicas comuns que não são profissionais, invadiram o mercado desde que o índice S&P 500 despencou 30% no final de março em relação ao pico de fevereiro. Como o S&P 500 (^GSPC) subiu de volta para um novo máximo esta semana, impulsionado em grande parte por ações de tecnologia, esses investidores agressivos ganharam muito dinheiro e saíram como grandes vencedores da alta.

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A pesquisa da E*Trade, que entrevistou 873 investidores, observou que 51% dos jovens têm maior tolerância ao risco, cerca de 23 pontos percentuais a mais que a população total. Além disso, esse grupo específico não quer ficar com dinheiro na mão e prefere fazer mais tradings, com muito otimismo em relação ao mercado. Cerca de 34% dos investidores com menos de 34 anos de idade deixaram de economizar em dinheiro e entraram no mercado, representando 15 pontos percentuais a mais que a população total.

Eles também negociam com mais frequência. Cerca de 51% dos investidores com menos de 34 anos estão negociando mais ações desde o início da pandemia, e 46% dizem que estão negociando derivativos com mais frequência. De acordo com a pesquisa, apenas 30% da base total de clientes está negociando mais, e menos ainda (22%) está negociando mais derivativos. Dessa forma, apenas os jovens estão conseguindo esses ganhos desproporcionais.

A E*Trade afirmou que apenas 9% dos jovens investidores que participaram da pesquisa disseram que suas carteiras se recuperaram integralmente, mas metade espera uma recuperação total em seis meses, contra apenas um terço do total dos entrevistados. No entanto, é importante observar que a pesquisa foi feita entre 1° e 9 de julho. Desde então, o S&P 500 teve uma alta recorde, ultrapassando o pico pré-Covid no final de fevereiro.

Permanecer no mercado foi gratificante

Para os jovens investidores, esse resultado pode parecer uma recompensa por permanecer ou entrar no mercado e assumir riscos, já que muitos dados econômicos são insuficientes.

Foram os 100 melhores dias de todos os tempos para o mercado de ações, e um dos períodos mais curtos de baixa no mercado. A recuperação foi surpreendentemente rápida, embora os riscos e temores do coronavírus continuem.

Muitas pessoas disseram que os investidores mais jovens podem ter atingido a maioridade durante a crise financeira e a Grande Recessão em 2008, eventos que definiram sua mentalidade (e que explicariam tendências como dar preferência aos cartões de débito e evitar dívidas). Ao mesmo tempo, eles também vivenciaram um período de alta no mercado incrivelmente longo, que durou grande parte de suas carreiras, tempo suficiente para esquecer que as ações também podem cair.

É importante contextualizar os números da E*Trade que mostram o apetite por risco de duas maneiras. Em primeiro lugar, os consultores financeiros e gestores de fundos com datas definidas dizem que os mais jovens investem bastante em ações em carteiras de longo prazo (embora alguns investidores não tenham ações do índice S&P 500 e possam não estar conseguindo os mesmos ganhos em suas carteiras).

O mais importante é que esses dados são da primeira semana de julho, quando o mercado estava em baixa, ou seja, não estão contagiados pelo otimismo atual em relação à maior alta de todos os tempos.

Isso significa que as decisões dos investidores das gerações Y e Z (5 a 24 anos de idade) que entraram no mercado foram justificadas e reforçadas. Se foi a jogada certa de acordo com os dados, é uma questão que pode ser discutida. Se fossem investimentos de longo prazo, com certeza a resposta seria "sim", mas a frequência sugere algo que poderia preocupar os observadores do mercado, embora talvez menos que negociar ações da Hertz.

Parece que a E*Trade está pensando no assunto.

"O tempo é um aliado das gerações Y e Z, mas isso não significa que elas possam ser complacentes ou agir de acordo com as emoções", escreveu Chris Larkin, diretor executivo de produtos comerciais e de investimento da E*TRADE Financial em um nota sobre a pesquisa. "O acesso ao mercado nunca foi tão fácil, portanto os investidores que estão começando a negociar devem aprender a caminhar antes de começar a correr. Uma abordagem cuidadosa e disciplinada é fundamental. Pesquise, faça listas de observação e alinhe sua estratégia de negociação com seus objetivos e tolerância ao risco."

Larkin deu várias dicas: não se deixar levar por modismos ou compras por impulso, fazer análises, aprender a usar as opções de outras formas diferentes da especulação, como proteger negociações, reduzir o risco e gerar receita, e testar estratégias de negociação com uma carteira virtual antes de usar dinheiro real.

Ethan Wolff-Mann escreve para o Yahoo Finanças sobre consumo, finanças pessoais, varejo, companhias aéreas e muito mais. Você pode encontrá-lo no Twitter como @ewolffmann.

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