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Investimentos ESG e políticas ambientais podem impulsionar mineradoras

·3 min de leitura

Com os investimentos ESG (Ambiental, Social e Governança, na sigla em inglês) ganhando impulso rapidamente e as metas de mudança climática se aproximando, as empresas de mineração estão sendo forçadas a alinhar os gastos de capital.

Com as promessas de redução de emissões, vários investidores ativistas e institucionais passaram a exigir a venda de portfólios inteiros de combustíveis fósseis e os demais que são nocivos para as metas de emissão de carbono.

Isso tem impactado fortemente as decisões de desinvestimento das principais mineradoras do mundo.

Três anos atrás, a Rio Tinto fez o que parecia ser impensável: vendeu todo o seu portfólio de carvão térmico em Queensland, Austrália. 

A companhia vendeu sua holding Coal & Allied para a concorrente Glencore por cerca de US $ 1,7 bilhão. 

Também vendeu sua participação na mina subterrânea de carvão Kestrel para um consórcio formado pela gestora de private equity EMR Capital e PT Adaro Energy Tbk por US $ 2,25 bilhões. 

Com essas vendas, a Rio Tinto se tornou a única grande empresa global com ativos zero de carvão.

Outra mineradora que tem avançado no mesmo sentido é a BHP, segunda maior empresa do setor. 

A diferença é que a BHP tem sido mais implacável em se distanciar da exploração de petróleo e gás.

Em agosto de 2021, a BHP anunciou que deslocaria seus ativos de petróleo e gás para uma joint venture com a australiana Woodside. 

Embora, na prática, isso não signifique um abandono completo da exploração de petróleo e gás, ao menos é uma indicação clara de que a segunda maior mineradora do mundo está saindo da indústria de combustível à base de carbono.

Além disso, a BHP também está se desfazendo de seus ativos de carvão térmico. Recentemente vendeu sua participação na mina de carvão Cerrejon, em Columbia, para a Glencore. 

Enquanto isso, a empresa baixou o valor de sua mina Mt Arthur, em Hunter Valley, na Austrália, enquanto continua a procurar um comprador. 

Foco nos metais

Todo esse desinvestimento ainda não gerou queda de emissões de carbono, pois, na prática, o que foi visto até então foi apenas transferências de propriedade, de modo que a exploração continua no mesmo ritmo.

Tudo isso tem sido feito para agradar aos investidores ESG para que as companhias do setor de mineração diminuam suas emissões de carbono.

Por outro lado, as mineradoras têm outro motivo poderoso para se livrar de suas atividades poluentes e se concentrar em sua competência principal: os metais deverão sofrer um boom nas próximas décadas.

As mineradoras obtiveram grandes lucros este ano, à medida que os preços do metal e das commodities disparam.

A transição energética está impulsionando o próximo super ciclo de commodities, com imensas perspectivas para fabricantes de tecnologia e investimentos em energias sustentáveis.

De acordo com o provedor de pesquisa de energia BloombergNEF, estima-se que a transição global exigirá cerca de US$ 173 trilhões em fornecimento de energia e investimento em infraestrutura nas próximas três décadas. 

As expectativas são de que a energia renovável que deverá fornecer 85% das necessidades de energia do planeta até 2050.

Com isso, as perspectivas para a indústria de metais são as melhores possíveis. 

Isso porque as tecnologias de energia limpa requerem mais metais do que suas contrapartes baseadas em combustíveis fósseis. 

De acordo com uma análise recente da Eurasia Review, os preços do cobre, níquel, cobalto e lítio podem atingir picos históricos por um período sustentado sem precedentes em um cenário de emissões líquidas zero.

O valor total da produção pode subir mais de quatro vezes entre 2021 e 2040, e rivalizando até mesmo com o valor total da produção de petróleo bruto.

No cenário de emissões líquidas zero, o boom da demanda de metais deverá elevar o volume de metais negociados, totalizando US$ 13 trilhões acumulados nas próximas duas décadas apenas para os quatro metais citados.

This article was originally posted on FX Empire

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