Mercado abrirá em 6 h 19 min
  • BOVESPA

    110.035,17
    -2.220,83 (-1,98%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    44.592,91
    +282,61 (+0,64%)
     
  • PETROLEO CRU

    62,45
    +0,95 (+1,54%)
     
  • OURO

    1.753,00
    +24,20 (+1,40%)
     
  • BTC-USD

    46.123,66
    +881,83 (+1,95%)
     
  • CMC Crypto 200

    921,25
    -11,88 (-1,27%)
     
  • S&P500

    3.811,15
    -18,19 (-0,48%)
     
  • DOW JONES

    30.932,37
    -469,63 (-1,50%)
     
  • FTSE

    6.483,43
    -168,53 (-2,53%)
     
  • HANG SENG

    29.360,59
    +380,38 (+1,31%)
     
  • NIKKEI

    29.663,50
    +697,49 (+2,41%)
     
  • NASDAQ

    13.051,00
    +140,00 (+1,08%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    6,7591
    +0,0008 (+0,01%)
     

Investimentos entre EUA e China ofuscam cifras oficiais, diz estudo

Ross Kerber
·2 minuto de leitura
Bandeiras dos EUA e China

Por Ross Kerber

BOSTON (Reuters) - O total de investimentos entre os Estados Unidos e a China é muito maior do que as cifras oficiais refletem, revelou um relatório divulgado nesta terça-feira, o que sublinha o desafio enfrentado pela equipe de política externa do presidente norte-americano, Joe Biden, em um momento de esfriamento nas relações entre os dois países.

"Todo tipo de pessoa pode perder muito" se os líderes continuarem a afastar as duas maiores economias do mundo, avaliou Adam Lysenko, diretor-associado da empresa de pesquisa Rhodium Group.

A empresa redigiu o relatório divulgado pelo Comitê Nacional de Relações EUA-China, um grupo influente de líderes empresariais e diplomáticos de Washington. Os laços bilaterais estão tensionados por causa de várias questões, incluindo os direitos humanos e as regras comerciais.

O relatório estima que os investidores norte-americanos detinham 1,2 trilhão de dólares em ações e títulos de dívidas emitidos por entidades chinesas no final de 2020, cinco vezes os níveis que constam dos dados oficiais do Departamento do Tesouro dos EUA. A maior parte da diferença se deve ao fato de empresas chinesas "usarem estruturas legais complexas para emitir ações de paraísos fiscais que comercializam nas bolsas dos EUA", de acordo com o relatório.

Já a posse chinesa de títulos norte-americanos chegava a 2,1 trilhões de dólares na mesma altura, 36% mais do que as cifras oficiais apontam. A maior parte da diferença se deve a "investimentos em títulos classificados equivocadamente em fontes oficiais devido aos esforços dos investidores para driblar os controle de capital de Pequim ou o uso de Hong Kong como intermediário de investimentos", segundo o relatório.

Mas a integração financeira entre as duas economias também é baixa devido aos controle de capital, disse Lysenko. Caso as diretrizes afrouxassem, o portfólio de investimentos combinado dos dois países totalizaria mais de 9 trilhões de dólares – atualmente o montante é de cerca de 3 trilhões de dólares, disse.

No cargo há menos de uma semana, as equipes de política externa e de comércio de Biden herdaram uma série de medidas linha-dura adotadas pelo governo do ex-presidente Donald Trump.

Um decreto presidencial de novembro exigiu que os investidores norte-americanos desinvistam de 44 empresas supostamente ligadas aos militares chineses, mas comunicados conflitantes de agências a cargo de sua aplicação criaram confusão entre as partes envolvidas.