Mercado fechará em 3 h 10 min
  • BOVESPA

    109.713,09
    -419,44 (-0,38%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    42.035,20
    -165,39 (-0,39%)
     
  • PETROLEO CRU

    45,14
    -0,57 (-1,25%)
     
  • OURO

    1.813,80
    +2,60 (+0,14%)
     
  • BTC-USD

    17.110,97
    -868,21 (-4,83%)
     
  • CMC Crypto 200

    334,10
    -36,41 (-9,83%)
     
  • S&P500

    3.629,65
    -5,76 (-0,16%)
     
  • DOW JONES

    29.872,47
    -173,77 (-0,58%)
     
  • FTSE

    6.358,56
    -32,53 (-0,51%)
     
  • HANG SENG

    26.819,45
    +149,70 (+0,56%)
     
  • NIKKEI

    26.537,31
    +240,45 (+0,91%)
     
  • NASDAQ

    12.190,50
    +38,25 (+0,31%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    6,3353
    -0,0024 (-0,04%)
     

Investimento estrangeiro direto caiu pela metade no Brasil, diz Unctad

·2 minuto de leitura

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O investimento estrangeiro direto caiu praticamente pela metade no Brasil no primeiro semestre de 2020, segundo a Unctad (sigla em inglês para Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento). Os aportes internacionais somaram U$ 18 bilhões (R$ 103 bilhões) na primeira metade do ano, recuo de 48% em relação a igual período de 2019, impactados pela pandemia e pela paralisação do programa de privatizações lançado pelo governo brasileiro no ano passado, conforme a entidade intergovernamental ligada à ONU (Organização das Nações Unidas). O investimento estrangeiro direto é voltado para o longo prazo, diferentemente do investimento no mercado de capitais, que visa ganhos num prazo mais curto. Ele inclui, por exemplo, a compra por estrangeiros de participações significativas em empresas nacionais, a abertura de filiais de multinacionais em território brasileiro e investimentos na construção de fábricas ou em obras de infraestrutura. A queda do investimento estrangeiro direto no Brasil foi superior à registrada na América Latina e Caribe como um todo (-25%). Na região, Chile (67%) e México (5%) tiveram aumento da entrada de recursos, enquanto Colômbia (-34%), Argentina (-40%) e Peru (-72%) registraram quedas. Em todo o mundo, os fluxos de investimento direto somaram US$ 399 bilhões no primeiro semestre, queda de 49% em comparação com os mesmos meses de 2019, com recuo maior nos países desenvolvidos (-75%) do que naqueles em desenvolvimento (-16%). Entre os países que mais receberam aportes no ano passado, a maiores quedas esse ano foram registradas na Itália (-74%), Estados Unidos (-61%), Brasil (-48%), Austrália (-40%), Canadá (-32%), Índia (-29%), França (-25%) e China (-4%). Na outra ponta, México (5%) e Alemanha (15%) foram os únicos desse grupo a registrar aumento da entrada de recursos. "Com a pandemia, medidas como confinamento social e bloqueios atrasaram ou cancelaram projetos de investimento. Além disso, as perspectivas de uma recessão profunda levaram empresas multinacionais a reavaliar ações", observa a Unctad, em comunicado. "É mais drástico do que se esperava, principalmente nas economias desenvolvidas", observou James Zhan, diretor de investimentos e empresas da Unctad, também em comunicado. "As economias em desenvolvimento resistiram à tempestade relativamente melhor na primeira metade do ano e o panorama permanece altamente incerto." Apesar de o Brasil ter registrado a terceira maior queda no investimento estrangeiro direto no primeiro semestre, a Unctad avalia que as perspectivas são melhores para a segunda metade do ano. "Os fluxos devem se recuperar moderadamente no segundo semestre, à medida em que a venda de ativos for retomada e um novo plano de infraestrutura seja lançado", escreve a entidade, em relatório. Globalmente, a Unctad manteve sua projeção de uma queda de 30% a 40% nos fluxos de investimento estrangeiro direto em 2020. "Os fluxos dependerão da duração da crise de saúde e da eficácia das intervenções políticas para mitigar os efeitos econômicos da pandemia", observou a entidade. "Os riscos geopolíticos continuam aumentando a incerteza."