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Investimento estrangeiro cai 65% no Brasil em maio, para US$ 1,2 bi

·5 minuto de leitura

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - Os investimentos diretos de estrangeiros no país somaram US$ 1,2 bilhão em maio, segundo dados divulgados pelo BC (Banco Central) nesta sexta-feira (25). O valor é 65% menor que o registrado em abril, de US$ 3,5 bilhões.

Em relação ao mesmo mês do ano passado, quando houve US$ 3,1 bilhões em investimentos desse tipo, a queda foi de 61%. O montante também ficou abaixo da projeção do BC para maio, que era de US$ 2,3 bilhões.

O valor de maio é o menor para o mês desde 2007. Para Fernando Rocha, chefe do departamento de estatísticas do BC, a tendência é que a rubrica mostre recuperação ao longo do ano.

Entre janeiro e maio, o fluxo de investimentos diretos foi de US$ 22,5 bilhões, 30% acima do registrado no mesmo período de 2020, quando foi de US$ 17,3 bilhões –o primeiro semestre do ano passado que sofreu mais impacto da pandemia de Covid-19.

"A gente tem agora neste ano uma situação ainda de pandemia com atividade econômica recuperando. É o cenário oposto do que se tinha no início de 2020. A partir de março houve uma queda muito acentuada da atividade com incerteza muito grande", disse o técnico do BC.

"Mas este é um elemento relevante [o aumento nos cinco primeiros meses do ano]. Na minha avaliação isso está relacionado à recuperação da atividade. Os valores em 12 meses ainda estão bastante abaixo dos observados antes da pandemia. A expectativa é que tenhamos ao longo do ano a recuperação desses fluxos de IDP [investimento direto no país] concomitantemente com a retomada da economia", projetou Rocha.

Os investimentos diretos, diferentemente das aplicações em ações e títulos públicos, são feitos por empresas que estabelecem um relacionamento de médio e longo prazo com o país e são menos voláteis em crises momentâneas por envolver decisões mais duradouras.

"Em maio houve uma operação desinvestimento não previsto e também tivemos lucro reinvestido e operações intercompanhias que foram negativas no mês. Esses três fatores explicam o resultado abaixo do esperado", justificou o chefe do departamento.

Nos 12 meses, os investimentos diretos totalizaram US$ 39,3 bilhões. Em maio de 2020, o montante acumulado era de US$ 60,4 bilhões.

Os números parciais até 22 de junho mostram ingresso de US$ 1,7 bilhão em investimentos diretos. A expectativa do BC é que a modalidade encerre o mês em US$ 2,5 bilhões.

O ingresso dessas aplicações no país foi impactado pela pandemia de Covid-19. Com a crise, esses investimentos despencaram em 2020. Em comparação ao ano anterior, o volume de aplicações caiu pela metade. Ao todo, foram aportados US$ 34,1 bilhões no país no período, contra US$ 69,1 bilhões no ano anterior. O número foi o menor desde 2009, quando foram investidos US$ 31,4 bilhões.

Já o volume aplicado em ações e títulos públicos brasileiros foi de US$ 6 bilhões em maio, segundo resultado positivo consecutivo. Em abril, houve ingresso líquido de papéis negociados no mercado doméstico de US$ 2,8 bilhões.

Em março, com o agravamento da pandemia no país, os investidores estrangeiros retiraram US$ 2,1 bilhões do mercado de ações e títulos públicos, após nove meses de resultados positivos.

Nos 12 meses até maio, as aplicações somaram US$ 41,8 bilhões. As parciais de junho apontam ingresso de US$ 2,8 bilhões até o dia 22.

As contas externas tiveram superávit de US$ 3,8 bilhões no mês, ante déficit de US$ 519 milhões em maio de 2020. Nos 12 meses, o resultado foi negativo em US$ 8,4 bilhões.

O BC estima superávit de US$ 6,5 bilhões em transações correntes em junho.

A melhora nas transações correntes no ano se deu em decorrência dos resultados positivos da balança comercial durante a pandemia e da diminuição dos déficits de serviços, especialmente de viagens internacionais.

A balança comercial registrou superávit de US$ 8,1 bilhões em maio.

As exportações bateram recorde histórico com US$ 27,2 bilhões no mês, aumento de 54,4% em relação ao mesmo período do ano passado. As importações somaram US$ 19 bilhões, alta 31,9% na mesma base de comparação.

O resultado da balança é o maior da série histórica, iniciada em 1995, para o mês e menor apenas que o registrado no mês anterior, de US$ 8,7 bilhões. "Isso se deve ao forte crescimento tanto de importações quanto de exportações", afirmou Rocha.

Segundo ele, o efeito da queda do dólar nos últimos dias não deve ser sentido tão rapidamente nas estatísticas do comércio exterior. "São operações que envolvem negociação. O real mais valorizado tende a favorecer as importações, mas leva um tempo", explicou.

Nesta quinta-feira (24) o dólar caiu 1,18%, pelo quarto pregão seguido, e foi a R$ 4,905, menor valor desde 9 de junho. Na semana, a moeda americana recuou 3,26%, aprofundando a queda em junho para 6,11%. No ano, há queda de 5,5%.

As viagens internacionais permaneceram em baixa. Em maio, os turistas brasileiros gastaram US$ 333,6 milhões no exterior, 32,7 milhões a mais que em abril, mas abaixo dos valores registrados antes da pandemia. Os estrangeiros gastaram US$ 194,5 milhões no Brasil no mês.

Em janeiro de 2020, os brasileiros desembolsaram US$ 1,4 bilhão lá fora. Em fevereiro, já sob efeito da crise sanitária, foram US$ 881 milhões e em março, US$ 612 milhões.

Nos meses seguintes houve queda expressiva nos valores gastos em viagens internacionais, tanto por medo de contaminação e barreiras sanitárias, quanto pela alta do dólar no período.

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