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Investimento direto estrangeiro no Brasil cresce e soma US$ 4,6 bilhões em novembro

·3 min de leitura
***FOTO DE ARQUIVO*** São Paulo, SP, Brasil, 24-01-2019: Cédulas de dólar. Papel Moeda. Dinheiro. (Foto Gabriel Cabral/Folhapress)
***FOTO DE ARQUIVO*** São Paulo, SP, Brasil, 24-01-2019: Cédulas de dólar. Papel Moeda. Dinheiro. (Foto Gabriel Cabral/Folhapress)

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - Os investimentos diretos de estrangeiros no Brasil somaram US$ 4,6 bilhões em novembro, alta de 68% em relação ao mês anterior. Os dados foram divulgados pelo Banco Central nesta quarta-feira (22).

O volume ficou acima da previsão do BC para o mês, que era de US$ 3,9 bilhões.

Em outubro, houve ingresso líquido de US$ 2,5 bilhões (R$ 26,389 bilhões) na modalidade. Naquele mês, o nível de aplicações ficou 44% abaixo de setembro (US$ 4,59 bilhões). Em novembro de 2020, o volume foi de US$ 2,3 bilhões.

Em 12 meses, os investimentos diretos acumularam entrada de US$ 51,5 bilhões, o equivalente a 3,17% do PIB (Produto Interno Bruto).

Os investimentos diretos são realizados por empresas que preferem estabelecer um relacionamento de médio e longo prazo com um país, assim, são menos voláteis que os investimentos financeiros, como compra de ações ou de títulos públicos.

No novembro, US$ 4,8 bilhões foram aportados no Brasil por meio de participação no capital de empresas, quando a matriz estrangeira injeta recursos em troca de uma fatia do negócio local. Na modalidade, a remuneração para a companhia investidora é feita a partir da distribuição de lucros.

Já os empréstimos intercompanhia, quando a matriz concede crédito a sua subsidiária brasileira, registraram saída líquida de US$ 172 milhões. Nesse caso, o retorno da empresa estrangeira é feito com pagamento de parcelas fixas em um prazo determinado, com juros.

Para dezembro, a projeção do BC é ingresso de US$ 3 bilhões na modalidade. De acordo com dados preliminares, até a última sexta-feira (17), os investimentos desse tipo acumulam entrada líquida de US$ 1,68 bilhão no mês.

O ingresso dessas aplicações no país foi impactado pela pandemia. Com a crise, esses investimentos despencaram em 2020. Em comparação ao ano anterior, o volume de aplicações caiu pela metade. Ao todo, foram aportados US$ 37,8 bilhões no país no período, contra US$ 69,1 bilhões no ano anterior.

Foi do menor patamar desde 2009, quando foram investidos US$ 31,4 bilhões.

A tendência é de recuperação em 2021, mas a modalidade ainda deve ficar abaixo do nível observado antes da crise sanitária.

O fluxo de investimento estrangeiro no mercado de ações, fundos de investimento e títulos públicos brasileiros foi positivo em novembro, com entrada líquida de US$ 989 milhões.

Em 12 meses, o saldo das aplicações no mercado doméstico somaram US$ 32,1 bilhões.

Na modalidade, foram aplicados US$ 833 milhões em títulos públicos e US$ 155 milhões em ações e fundos de investimento. No período de 12 meses, o resultado foi positivo em US$ 38 bilhões.

Esse tipo de investimento normalmente apresenta queda em meses mais turbulentos porque é muito sensível a crises momentâneas e ruídos políticos. Em dezembro, segundo dados parciais, houve saída líquida de US$ 1,13 bilhão do mercado de ações, fundos e títulos públicos. Isso significa que os estrangeiros venderam mais papeis que compraram no período.

De acordo com o BC, em novembro as contas externas tiveram déficit de US$ 6,5 bilhões. Nos 12 meses, o resultado foi negativo em US$ 30,8 bilhões (1,90% do PIB).

A projeção do BC para dezembro é de déficit de US$ 6,8 bilhões em transações correntes.

A balança comercial teve resultado negativo de US$ 2,5 bilhões no mês. As exportações ficaram em US$ 20,5 bilhões, aumento de 17,1% em relação ao mesmo período do ano passado. As importações somaram US$ 23,1 bilhões, alta 45,6% na mesma base de comparação.

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