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Investimento cresce 3,4% em julho e recupera perdas do mês passado, aponta Ipea

Bruno Villas Bôas
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Em junho, o indicador retraiu 2,5% na comparação ao mês imediatamente anterior Ivan Henao/Unsplash A Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) — medida do que o país investe em máquinas, equipamentos, construção civil e pesquisa — avançou 3,4% em julho, na comparação a junho, mostra o indicador divulgado nesta segunda-feira pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). O resultado recupera a queda dos investimentos em junho, quando o indicador retraiu 2,5% na comparação ao mês anterior. Na comparação a julho de 2019, o investimento mostra queda de 3,8%, afetado pelo ambiente de incerteza econômica provocada pela pandemia. A leitura é menos negativa, porém, do que a registrada em junho, quando recuava 6,2% frente ao mesmo mês do ano anterior. A abertura mais detalhada do indicador mostra que o consumo aparente de máquinas e equipamentos (Came) — produção doméstica líquida das exportações, acrescida das importações — aumentou 10,9% em julho, frente a junho, o principal responsável pelo avanço no mês. Dos componentes do Came, a produção nacional de máquinas e equipamentos cresceu 21,5% em julho, a terceira alta consecutiva, a importação desses bens mostrou queda de 7,6% no período analisado. Construção civil opera no maior nível desde dezembro de 2017 Impulsionado por obras residenciais, o setor de construção civil cresceu em julho e passou a operar no maior nível desde dezembro de 2017, superando o pré-pandemia. Dados da pesquisa mostram que o setor sofreu o choque inicial das medidas de isolamento em março, quando recuou 4,6% frente a fevereiro. Em abril, no pior momento, o setor recuou 16,4%. Desde então, o setor cresceu 17,4% em maio, 7,8% em junho e mais 2,7% em julho. Segundo Leonardo Mello de Carvalho, pesquisador do Ipea e autor dos cálculos, o comércio de materiais de construção está entre os setores que conseguiram manter minimamente suas atividades durante o período de maior isolamento social. “Podemos citar como um dos fatores para o resultado os efeitos do auxílio emergencial do governo”, disse Carvalho, referindo-se à destinação do benefício de R$ 600 pagos pelo governo para reformas residenciais. “Além disso, as construções imobiliárias que já estavam em andamento também tiveram continuidade”. Outras fontes têm corroborado a leitura do Ipea. O nível de atividade do setor registrou 51,4 pontos em agosto, maior nível desde junho de 2011 — o indicador varia zero a cem, sendo que resultados acima de 50 sinalizam para aumento da atividade.