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Investigada por tráfico de drogas, filha de ex-deputado vai ficar em prisão domiciliar

·2 min de leitura

RIO — Investigada por tráfico de drogas, Natielly Karlailly Balbino, de 35 anos, teve a prisão preventiva convertida em domiciliar. A suspeita está presa em casa desde a última quarta-feira, quando passou a ser monitorada por tornozeleira eletrônica. A informação foi confirmada ontem pela Secretaria de Estado da Justiça (Sejus) de Rondônia.

Natielly é filha do ex-deputado federal pelo PTB, Nilton Balbino, conhecido como Nilton Capixaba. O ex-parlamentar cumpriu pena no complexo penitenciário da Papuda entre 2017 e 2019.

A suspeita passou mais de um mês presa, desde a deflagração da operação Carga Prensada, em 15 de setembro. De acordo com as investigações, Natielly atuava na lavagem de dinheiro e ocultação de capitais para uma quadrilha de tráfico de drogas.

Conforme a decisão, do juiz Ivens dos Reis Fernandes, da 2ª Vara Criminal de Cacoal, Natielly não pode ter contato com outros investigados, não está autorizada a sair da área de abrangência da comarca sem avisar o Judiciário e precisou entregar seu passaporte.

O Judiciário negou outros pedidos de prisão domiciliar feitos por Natielly. Em 29 de setembro, o juiz Adriano Lima Toldo, da 2ª Vara Criminal de Vilhena, não concedeu o benefício. A suspeita argumentou que é mãe de dois filhos, o maior com 12 anos de idade, e que supostamente dependem de seus cuidados. O magistrado, no entanto, entendeu que as crianças não estavam completamente desassistidas.

Em 15 de outubri, Toldo converteu a prisão temporária de Natielly em preventiva. Na decisão, o magistrado afirmou que era "impossível de se negar que sobrevieram fatos e elementos de convicção acenando pela existência de relevante grau de participação de Natielly nas atividades ilícitas da organização criminosa".

Segundo as investigações, Natielly teria cedido seu nome para "a realização de transações financeiras envolvendo dinheiro vinculado, em tese, ao comércio de drogas do grupo criminoso". Ela atuaria, sobretudo, na lavagem do dinheiro obtido por seu companheiro, também apontado como integrante da quadrilha.

Natielly também teria recebido "quantia milionária proveniente de uma tia sob transação suspeita" e repassado 20% desse valor para a conta de um outro investigado. O montante seria para o pagamento da droga apreendida quando o companheiro de Natielly foi preso em flagrante, em 24 de março deste ano, com 60 kg de cocaína.

A operação Carga Prensada, que resultou na prisão de Natielly, sequestrou cerca de 150 veículos, vários deles de luxo, pertencentes a integrantes da organização. Os agentes também apreenderam uma lancha e uma aeronave.

Antes de ser presa, Natielly ocupou cargos públicos. Ela chegou a ser assessora do governo de Rondônia, durante a gestão de Daniel Pereira, que a exonerou em dezembro de 2018. Pereira encerrou o mandato no ano seguinte. No ano passado, Natielly teve uma nomeação para cargo de assessora especial revogada pela então prefeita de Cacoal, Maria Aparecida Simões.

Procurada, a defesa de Natielly não se manifestou.

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