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Investigação teria revelado nome de delator do esconderijo de Anne Frank aos nazistas

·3 min de leitura

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Uma investigação de seis anos liderada por um ex-agente do FBI sobre quem teria traído Anne Frank e permitido que os nazistas a encontrassem apontou um notário judeu como o principal suspeito.

O livro "The Betrayal of Anne Frank", da canadense Rosemary Sullivan, a ser lançado nesta terça (18), afirma que Arnold van den Bergh pode ter revelado o anexo secreto em que a jovem e a família dela se esconderam em Amsterdã. As acusações contra o homem, que morreu em 1950, são baseadas em evidências como uma carta anônima enviada ao pai de Anne, Otto Frank, após a Segunda Guerra Mundial.

Segundo Pieter van Twisk, membro da equipe de investigação, o documento é uma peça crucial porque nomeia especificamente Van den Bergh e diz que ele foi o responsável por informar aos nazistas onde judeus estavam se refugiando. A carta afirma ainda que ele, membro do Conselho Judaico de Guerra de Amsterdã, teria passado os endereços tendo em vista a salvação da própria família.

Ainda de acordo com o pesquisador, apenas quatro dos 32 nomes inicialmente investigados se mantiveram relevantes para a apuração, com Van den Bergh como o principal suspeito. Van Twisk especula diversas razões para o pai de Anne Frank permanecer em silêncio quanto à carta: ele talvez não tivesse certeza de que a denúncia era verdadeira, a informação poderia alimentar antissemitismo e as três filhas do suposto delator poderiam ser culpadas por algo que o pai, não elas, teria feito.

Otto "esteve no campo de concentração em Auschwitz", disse o pesquisador. "Ele sabia que pessoas em situações difíceis às vezes fazem coisas que não podem ser justificadas moralmente."

O Museu Anne Frank disse à agência de notícias AFP que a investigação, comandada pelo agente aposentado do FBI Vincent Pankoke e cerca de 20 historiadores, criminologistas e especialistas em dados, é uma "hipótese fascinante", mas que ainda são necessárias mais pesquisas.

O historiador Erik Somers, do Instituto NIOD de Estudos de Guerra, Holocausto e Genocídio, por exemplo, mostrou ceticismo com a conclusão. Ele questiona a centralidade da carta anônima nos argumentos para atribuir responsabilidade a Van den Bergh e disse que os pesquisadores fizeram suposições sobre as instituições judaicas de Amsterdã no período da guerra que não têm base em outras apurações históricas.

Para Somers, havia muitos outros motivos para que Van den Bergh nunca tivesse sido deportado, já que ele era "um homem muito influente". Os investigadores, por sua vez, descobriram que ele conseguiu revogar uma ordem de deportação perto da traição que permitiu aos nazistas encontrar a família Frank.

As teorias sobre como os nazistas chegaram ao esconderijo que a família Frank ocupou por quase dois anos, até ser descoberta em 4 de agosto de 1944, são abundantes, mas o nome de Van den Bergh não havia recebido muita atenção. Essa nova pesquisa foi feita a partir de técnicas modernas, incluindo o uso de inteligência artificial para analisar grandes quantidades de dados.

Após o ataque, a família foi deportada, e Anne e sua irmã morreram no campo de Bergen-Belsen no ano seguinte. O pai dela publicou em 1947 seu diário, que já vendeu mais de 30 milhões de cópias, foi traduzido para 60 idiomas e capturou a imaginação de milhões de leitores em todo o mundo.

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