Mercado fechado
  • BOVESPA

    110.035,17
    -2.221,19 (-1,98%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    44.592,91
    +282,64 (+0,64%)
     
  • PETROLEO CRU

    61,66
    -1,87 (-2,94%)
     
  • OURO

    1.733,00
    -42,40 (-2,39%)
     
  • BTC-USD

    45.087,55
    -1.463,68 (-3,14%)
     
  • CMC Crypto 200

    912,88
    -20,25 (-2,17%)
     
  • S&P500

    3.811,15
    -18,19 (-0,48%)
     
  • DOW JONES

    30.932,37
    -469,64 (-1,50%)
     
  • FTSE

    6.483,43
    -168,53 (-2,53%)
     
  • HANG SENG

    28.980,21
    -1.093,96 (-3,64%)
     
  • NIKKEI

    28.966,01
    -1.202,26 (-3,99%)
     
  • NASDAQ

    12.905,75
    +74,00 (+0,58%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    6,7583
    +0,0194 (+0,29%)
     

Investidores preparam ação coletiva para questionar perdas com intervenção na Petrobras

NICOLA PAMPLONA
·2 minuto de leitura
CABO FRIO, RJ, BRASIL, 26-09-2012 - Aeroporto internacional de Cabo Frio. (Foto: Daniel Marenco/Folhapress)
CABO FRIO, RJ, BRASIL, 26-09-2012 - Aeroporto internacional de Cabo Frio. (Foto: Daniel Marenco/Folhapress)

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - Um dos responsáveis pela ação coletiva por perdas dos investidores com o esquema de corrupção investigado pela Operação Lava Jato, o advogado André Almeida diz já preparar processo semelhante com relação à perda de valor de mercado da empresa após interferência do presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

Ele alega que o governo extrapola suas atribuições como acionista majoritário ao querer que a empresa faça políticas públicas de interesse da União. "A Petrobras não é uma empresa do governo brasileiro, ela tem acionistas privados", afirma ele.

Na ação referente à Lava Jato, iniciada em 2014, a Petrobras acabou fechando um acordo para pagar US$ 2,9 bilhões (cerca de R$ 10 bilhões, em valores da época) aos investidores. Almeida evita prever valores para a ação atual, mas fala em "bilhões de dólares".

O advogado argumenta que Bolsonaro já vem reclamando há tempos da política de preços dos combustíveis da estatal e que a mudança no comando da companhia é um sinal de que o acionista controlador está agindo em detrimento de outros acionistas.

Após o anúncio da nomeação do general Joaquim Silva e Luna para substituir Roberto Castello Branco na presidência da empresa, as ações derreteram nas bolsas. Em dois dias, o valor de mercado da Petrobras caiu R$ 102,5 bilhões.

Almeida diz que a empresa vem sofrendo "diversos meses de influência e pressões" para segurar os preços dos combustíveis. "Agora isso ficou evidente, com as últimas declarações do presidente Bolsonaro", completa. "A Petrobras tem sócios, tem um estatuto, tem que respeitar a lei. Não pode ser usada para fazer política pública."

Desde que sinalizou mudanças na estatal, Bolsonaro tem questionado o preço dos combustíveis no Brasil. Na manhã desta segunda, reclamou em crítica à reação do mercado financeiro que "só tem um viés na Petrobras: atender os interesses próprios de alguns grupos no Brasil".

E chegou a citar, em conversa com apoiadores, que Itaipu Binacional, que era comandada por Silva e Luna, fez investimentos em duas pontes e na pista do aeroporto de Foz do Iguaçu (PR), onde está sediada. Seguindo o presidente, seriam provas da eficiência do general.

"Acho que o presidente está confundindo as coisas", comentou Almeida. "Quem faz política pública é ministério."

Segundo ele, a ideia é buscar parcerias com escritórios estrangeiros, como no caso da ação coletiva da Lava Jato, na qual atuou com o Wolf Popper. Foram os primeiros a protocolar uma ação sobre o assunto na Justiça de Nova York.

Entre os clientes naquele processo, estavam investidores institucionais, como fundos de pensão, descontentes com a perda de valor das ações que detinham da estatal. Na época, o acordo fechado pela Petrobras era o quinto maior da história das ações coletivas por perdas com ações.