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Investidores em títulos turbinam apostas em desinflação

Operadores trabalham no salão da Bolsa de Valores de Nova York

Por Gertrude Chavez-Dreyfuss

NOVA YORK (Reuters) - O mercado de títulos está precificando uma forte desaceleração da inflação ao longo do próximo ano, à medida que o aperto monetário agressivo do Federal Reserve para conter o aumento de preços mais acentuado em uma geração eleva as preocupações sobre uma recessão.

A desaceleração, que economistas também chamam de desinflação, é caracterizada por um arrefecimento do aumento geral dos preços e provavelmente seria uma pausa bem-vinda para os mercados financeiros, que têm sofrido com o impacto da inflação. A desinflação é diferente de uma deflação, quando os preços caem de forma geral.

Basta olhar para a queda das taxas de inflação implícita dos Estados Unidos, uma medida do mercado de títulos das expectativas de investidores sobre o ritmo de alta dos preços. A inflação implícita é a diferença entre os rendimentos dos Tips (títulos soberanos dos EUA protegidos da inflação) e dos Treasuries nominais, e tem recuado ao longo da curva de juros, nos vencimentos de um a 30 anos.

"A desinflação seria boa para o mercado porque o Fed não precisaria aumentar tanto os juros", disse Nancy Davis, fundadora da Quadratic Capital Management e gerente de portfólio do ETF Ivol.

Contratos futuros dos juros dos EUA precificavam na sexta-feira um aperto monetário acumulado de 1,87 ponto percentual até o final deste ano, com mais de 90% de chance de outro aumento de 0,75 ponto nos custos dos empréstimos ao final deste mês, após dados de emprego norte-americanos para junho mais fortes do que o esperado.

O Fed já elevou sua taxa básica em 1,50 ponto percentual até agora em 2022.

A inflação implícita de dez anos dos EUA cai mais de 50 pontos-base desde meados de junho e está atualmente em 2,331%, dentro da faixa de 2% a 2,5% com a qual os investidores acham que o Fed ficaria satisfeito.

Mas, embora uma queda temporária na taxa de inflação devido a declínio nos preços de energia ou a uma melhora na produtividade possa ser benéfica, também arriscaria levar empresas e famílias a adiar decisões de gastos e investimentos.

"Se a inflação está caindo mas segue desconfortavelmente elevada à medida que o crescimento desacelera, isso é negativo para os mercados financeiros não apenas por causa da desaceleração do crescimento, mas porque limita a resposta de política monetária dos bancos centrais e governos", disse Skylar Montgomery Koning, macroestrategista sênior da TS Lombard.

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