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Investidores com US$ 12 tri pedem plano de retomada verde na UE

Jess Shankleman

(Bloomberg) -- Investidores globais que administram 11 trilhões de euros (US$ 12 trilhões) exigem uma rápida recuperação verde na Europa para evitar a piora dos problemas financeiros, de saúde e sociais.

Em carta aberta, investidores como BNP Paribas Asset Management e Schroders Investment Management pediram que os recursos sejam investidos em infraestrutura limpa, como carros elétricos e turbinas eólicas, além de defesas contra inundações e resiliência das culturas que protegerão cidadãos dos piores impactos das mudanças climáticas.

Bancos centrais do Reino Unido, França e Países Baixos fizeram eco em artigo no jornal The Guardian, que chamou as consequências da crise do coronavírus de “oportunidade única” para a proteção contra mudanças climáticas.

Líderes europeus se reúnem em 19 de junho para discutir o fundo de recuperação de 750 bilhões de euros proposto pela Comissão Europeia. É o plano de estímulo mais verde do mundo para abordar a crise econômica causada pela pandemia. Mas, mesmo se líderes da UE derem o sinal verde, as negociações para o orçamento continuarão por vários meses.

A carta dos investidores com 109 signatários diz que os países da UE deveriam adotar os planos da Comissão e ir além com suas próprias estratégias nacionais. Uma das principais demandas do grupo é incluir compromissos verdes a qualquer apoio financeiro oferecido a setores poluentes, como companhias aéreas, em linha com a meta de zerar emissões até 2050.

“Como investidores prudentes, precisamos garantir que nossos investimentos sejam sustentáveis a longo prazo e não acabem como ativos ociosos“, disse Dewi Dylander, diretora-executiva adjunta do fundo de pensão dinamarquês PKA, que é signatário da carta e administra 44 bilhões de euros, dos quais 9,7% são ativos verdes.

Dewi, que também foi chefe das negociações climáticas do governo dinamarquês, disse que a recuperação verde da Europa também estimularia outros países a seguir o exemplo. A Europa seria sede das negociações globais sobre mudanças climáticas este ano em Glasgow, Escócia, mas a conferência foi adiada para novembro de 2021 por causa da pandemia.

Embora a UE esteja “enviando todos os sinais certos”, ainda faltam detalhes de políticas específicas, disse Stephanie Pfeifer, diretora-presidente do Institutional Investors Group on Climate Change, que organizou a carta. “Há mais trabalho a fazer para enviar os sinais de mercado certos.”

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