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Investidores de câmbio apostam em vencedores de plano de Biden

Vivien Lou Chen e Robert Fullem
·3 minuto de leitura

(Bloomberg) -- Enquanto parlamentares debatem o mais recente pacote de estímulo de trilhões de dólares do presidente dos EUA, Joe Biden, investidores de câmbio já escolhem os vencedores do boom de gastos em infraestrutura possivelmente liberados pelo plano.

Esses investidores se concentram em países que são as principais fontes do cobre necessário para reforçar a rede elétrica, do minério de ferro para vergalhões de aço e do níquel para veículos movidos a bateria. Para os que normalmente não investem diretamente em metais, o câmbio é a melhor maneira de expressar essas visões. A expectativa é que certas moedas atreladas a commodities recebam um impulso extra além da aposta de reflação que domina os mercados há meses.

Com o plano de US$ 2,25 trilhões em mente, Tom Nakamura, da AGF Management, diz que aumentou a exposição ao dólar canadense, enquanto Jack McIntyre, da Brandywine Global Investment Management, está mais confiante nas posições de sua empresa em moedas como as do Canadá e do Chile. Peter Azzinaro, da Manulife Investment Management, que já gosta do dólar canadense e do australiano, também começa a olhar para o peso chileno.

A proposta de Biden ainda enfrenta enormes desafios, e os republicanos responderam com uma oferta menor. Mas as primeiras avaliações já se refletem nas moedas, onde investidores olham além do potencial entrave ao crescimento em consequência do aumento de impostos no plano. Em vez disso, se concentram no potencial do pacote de impulsionar as economias em grande parte do mundo produtor de commodities, com Europa e Ásia também de olho em melhorias de infraestrutura.

“Os investidores não estão apenas apostando no ‘trade‘ da recuperação global, mas também em um pipeline mais longo de gastos em infraestrutura”, disse Amarjit Sahota, estrategista de câmbio e diretor executivo da provedora de serviços de câmbio Klarity FX. “Estão ficando mais teimosos em manter essas posições e não estão desistindo.”

Obviamente, descobrir até que ponto as expectativas de novos gastos em infraestrutura estão guiando os mercados é um desafio. As taxas de câmbio dependem de uma ampla gama de informações - incluindo o apetite por risco, crescimento e diferenciais das taxas de juros e, atualmente, o sucesso relativo das campanhas de vacinação.

Futuros

Mas as posições no mercado de futuros refletem a convicção por trás do início do que é conhecido como “superciclo” da demanda por certas commodities, que pode se estender ao longo da próxima década.

Especuladores que usam alavancagem desfizeram posições vendidas em futuros no dólar australiano desde o ano passado e estão menos pessimistas em relação à moeda canadense. Ao mesmo tempo, investidores aumentaram as apostas no peso chileno com a alta dos preços do cobre, segundo dados do banco central daquele país. No entanto, nem todas as moedas atreladas a commodities estão se beneficiando: os futuros mostram que especuladores alavancados esperam perdas para o rand sul-africano.

Na Brandywine, que administra cerca de US$ 62 bilhões, McIntyre diz que está cada vez mais comprometido com as posições de sua empresa em moedas de países produtores de energia e metais, como Canadá e Chile, juntamente com Brasil, Colômbia, Indonésia, Noruega, Nova Zelândia e Rússia e que não tem intenção de reduzir a exposição.

O Chile é o maior produtor mundial de cobre, que não está longe da maior cotação em nove anos. A Austrália, outro grande produtor de cobre, também é uma fonte importante de minério de ferro, o principal ingrediente do aço. Já o Canadá tem cobre e minério de ferro, além de níquel.

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©2021 Bloomberg L.P.