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Investidor de títulos emergentes busca refúgio contra inflação

Justin Villamil
·3 minuto de leitura

(Bloomberg) -- Com a recuperação da economia global e preços das commodities no maior nível dos últimos anos, investidores de mercados emergentes buscam refúgio em uma área que oferece proteção contra os efeitos da inflação.

Embora a onda vendedora global de títulos neste ano e a perspectiva de aceleração da inflação tenham atingido mercados do Brasil à Rússia, a dívida atrelada ao ritmo de alta dos preços ao consumidor resistiu à tempestade melhor do que seus pares nominais.

A maior pressão sobre os preços há muito tempo prejudica o apelo de títulos e moedas de mercados em desenvolvimento. Agora, dados globais novamente enviam sinais de alerta. A inflação dos EUA em março ficou acima das estimativas, enquanto o IPC também se acelerou no Peru, Brasil, Coreia do Sul e Índia devido ao aumento dos custos de energia e alimentos. Na quinta-feira, a inflação no México subiu no ritmo mais rápido em mais de três anos. Ao mesmo tempo, bancos centrais enfrentam pressão para manter os juros baixos para aliviar o impacto econômico da pandemia de coronavírus.

“A maneira mais rápida para formuladores de políticas de mercados emergentes estimularem a economia é por meio da política monetária”, disse Michael Roche, estrategista da Seaport Global Holdings, em Nova York. “Esta atividade cria expectativas de inflação, o que leva investidores de renda fixa a buscarem proteção em títulos atrelados ao IPC.”

As expectativas de inflação devem continuar subindo à medida que bancos centrais de mercados emergentes liderem o movimento no lugar do Federal Reserve, disse Roche. O Fed sinalizou que continuará com a política monetária expansionista por um período prolongado. O chamado ponto de equilíbrio de cinco anos dos Treasuries - um indicador baseado em títulos que indica as expectativas de inflação no maior mercado de dívida do mundo - subiram para quase 2,6%, perto do maior nível em mais de uma década.

As expectativas de inflação no Brasil também estão em alta, com as taxas de ponto de equilíbrio de um ano em 5,1%, a banda superior do intervalo da meta do Banco Central para 2022, em meio ao aumento dos gastos do governo. Como resultado, os títulos indexados à inflação com vencimento em 2030 perderam apenas 6,8%, mesmo com a queda de 9,6% das notas prefixadas.

Riscos

Existem riscos para a estratégia. Edwin Gutierrez, gestor da Aberdeen Asset Management em Londres, diz que embora a aposta possa ser mantida por mais um mês ou mais, os preços dos alimentos e combustíveis parecem ter atingido o pico.

Gennadiy Goldberg, estrategista de juros da TD Securities em Nova York, também enfatiza a necessidade de estar atento.

Se a inflação não se materializar, “podemos ver alguns investidores lucrando com o hedge de inflação e isso pode levar à reversão do movimento” no final deste ano, disse.

No momento, porém, com os temores de inflação em alta ao redor do mundo, investidores ainda podem buscar hedge.

“Continuaremos a ver alguma força no curto prazo” em títulos indexados à inflação, disse Goldberg. “Os mercados estão apostando que a política frouxa dos bancos centrais, demanda reprimida e expectativas de crescimento acelerado criarão uma tempestade perfeita para a inflação.”

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©2021 Bloomberg L.P.