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Investidor embolsa lucro e Ibovespa perde os 100 mil pontos

Lucas Hirata
·3 minuto de leitura

Durante a tarde, o movimento de queda na bolsa foi intensificado ainda por sinais de atrito entre o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, e a base aliada do governo Depois de iniciar o dia em alta, o Ibovespa reverteu a direção e fechou em firme queda, abaixo da marca de 100 mil pontos, em uma realização de lucros puxada pelo setor bancário. Santander Brasil deu largada à temporada de balanços de grandes bancos, com resultados positivos no terceiro trimestre, mas a ação foi alvo de uma correção após subir mais de 20% nas últimas semanas. Durante a tarde, o movimento de queda na bolsa foi intensificado ainda por sinais de atrito entre o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, e a base aliada do governo. Após ajustes, o Ibovespa fechou em queda de 1,40%, aos 99.606 pontos, depois de tocar 99.414 pontos na mínima do dia. O giro financeiro ficou em R$ 18,9 bilhões, abaixo da média diária no ano, de R$ 20,5 bilhões. No setor bancário, Santander Units perdeu 4,73% e Itaú Unibanco PN caiu 3,85%. Já Bradesco ON cedeu 2,57% e Bradesco PN perdeu 2,97% - amanhã é a vez de o Bradesco divulgar seus resultados do terceiro trimestre. O destaque da sessão foi a divulgação dos resultados do Santander Brasil no terceiro trimestre. O banco reportou dados positivos, com avanço de 5,3% em base anual do lucro líquido gerencial de R$ 3,902 bilhões. Já o retorno sobre patrimônio (ROE, na sigla em inglês) superou 20%. Logo na abertura, as units do Santander chegaram a subir, mas logo inverteram o sinal e passaram cair em uma realização de lucros, após alta de mais de 20% nas últimas semanas. “Vemos resultados positivos para os bancos brasileiros, mas destacamos que o setor teve um desempenho significativamente superior no acumulado do mês, especialmente o Santander (alta de 25% até ontem contra 7% do Ibovespa)”, dizem os analistas do Credit Suisse, que colocam o Santander como desempenho acima do mercado (outperform). Para Enrico Cozzolino, analista da Daycoval, a queda das ações de banco hoje pode ser considerada uma “pausa para retomar fôlego”. “Eu estou um pouco fora da curva, estou mais otimista que o consenso de mercado. É positivo para a economia como um todo ver resultados benignos do ponto de vista de inadimplência”, explica o profissional. Para ele, agora os preços das ações no setor estão mais razoáveis e o ritmo de ganhos não deve ser tão intenso, embora ele continue a ver o setor de forma positiva. Para o analista Henrique Esteter, da Guide, a trajetória para bancos ainda pode seguir favorável, mas o principal ponto a ser monitorado é inadimplência. Os bancos ainda “não cobraram clientes com mesma ênfase de antes, e dados de inadimplência estão reduzidos. É um ponto de atenção”, explica. Durante a tarde, houve ainda algum desconforto no mercado vindo da política. Na chegada à Câmara, o presidente da Casa, Rodrigo Maia, criticou a base do governo por obstruir as votações por conta do impasse na formação da Comissão Mista de Orçamento (CMO) e disse esperar que as votações das reformas econômicas tenham "mais interesse" por parte do Executivo. O parlamentar disse ainda que só faz sentido votar o Orçamento depois da PEC Emergencial, com regras para corte de despesas e que, para isso, precisa cancelar o recesso de janeiro. "Do contrário, só votará a PEC Emergencial em fevereiro e o Orçamento em março", disse. Pixabay