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Invertendo a lógica para evolucionar

·4 minuto de leitura

Falar sobre a importância, a garra, a capacidade de entrega e a crescente sofisticação de tecnologias da nova geração do empreendedorismo brasileiro atualmente parece ser algo bastante POP no sentido mais virtuoso da expressão. Mas, 5 ou 6 anos atrás, não necessariamente. Mídia, corporações, governos, investidores, enfim, poucos eram os que visualivazam esse ecossistema como algo material, qualificado, sério ou sustentável. Isso sem me referir aos que de alguma forma não entendiam o que estava acontencendo - quando não detratavam esse movimento, afirmando que esse seria um entrave no relacionamento com os clientes.

Tentando traçar uma linha paralela e usando, por exemplo a música, a década de 70 foi, talvez, uma das mais pródigas em termos de estilos musicas: hard rock, prog rock, punk rock – sem falar nas inúmeras variações desses estilos, afinal esse texto não é sobre música. Construindo massas de admiradores que afirmavam que o estilo musical que ouviam era o melhor e os outros estilos mereciam a lata do lixo. Os mais fanáticos ainda chegavama discutir e, às vezes, até brigar pelas bandas favoritas. Meu ponto aqui é que a discussão central não se trata de serviços financeiros ou bandas de rock. Trata-se de seres humanos falando das suas necessidades e desejos. Por mais que possamos entender que uma determinada geração ou movimento seja inovador ou disrruptivo é muito improvável que ele consiga transformar por completo o ecossistema.

O que acontece, e na minha opinião é saudável e chamo de sincretismo consumista, é consumidores querendo sempre o melhor de vários estilos, elementos, visões, entregas - ainda que essas sejam heterogeneas ou distintas. Algo que se pretende com o open banking e mais adiante com o open data. Uma coisa é certa: a história comprova, seja nas artes ou nos negócios, um ambiente competitivo e aberto a inovação e a diversidade de estilos e escolas de pensamento acelerará o crescimento da nossa sociedade.

Por que me referi a data de 5 anos atrás no início desse texto? Foi exatamente quando iniciamos nossa jornada oficial junto ao até então desconhecido, para nós, universo das startups. Sabíamos que era necessário e urgente iniciarmos nossa conexão de forma mais estruturada e inteligente com esse ecossistema, mas não sabíamos como. Portanto, a valiosa ajuda de empresas especialistas no tema foi fundamental. A verdade é que a Visa nunca quis e definitivamente não pretende ser uma aceleradora de empresas. Não se trata de alavancar startups ou levantar bandeira de movimentos e, sim, oferecer, novamente, aos consumidores o que há de melhor em relação ao que eles procuram. Se isso for realizado por uma startup, corporações ou por meio de uma parceria entre ambos, que seja.

Ao longo dos anos do Programa de Aceleração, construímos muito mais do que de números: mais de 70 startups aceleradas com quase 50% de índice de sucesso de negócios fechados entre essas empresas e a Visa ou nossos clientes e parceiros. Cocriamos uma reputação junto ao ecossistema de startups de mobilidade, varejo, criptoativos, inteligência artificial, dados, entretenimento, seguros, CRM e, claro, pagamentos. Nos dedicamos a buscar não menos do que a excelência em cada uma das etapas do programa, dos bootcamps às mentorias, passando pelas interações e conexões com polos locais e internacionais de inovação como Israel, Berlin e São Francisco.

Para mim, entretanto, uma das entregas mais valiosas do Programa de Aceleração foi o contato e o relacionamento entre as empresas que aceleramos e os profissionais da Visa, gerando a vontade e o desejo de voluntariamente contribuirmos com o que temos de melhor: nosso conhecimento. A ponto de hoje mais de 35% do quadro de funcionários da Visa serem mentores de startups. Como disse antes, não entramos nesse projeto porque queremos nos destacar como uma unidade de negócio apartada, mas porque entendemos que, na medida que apoiamos o desenvolvimento das startups com tecnologia, mentoria, conexões, estamos colaborando com todo o ecossistema de pagamentos e com os consumidores.

Como tudo que desenvolvemos na Visa, a disciplina na execução é quase uma obsessão. Desenvolvemos a seguinte hipótese: inverter a lógica do Programa colocando os desafios gerados pelos nossos clientes e parceiros em um eixo e no outro eixo uma plataforma “always on” que gerencia um sólido banco de dados de startups local, regional e global. No centro, um time de executivos da Visa e do mercado fazendo a curadoria e o relacionamento entre os desafios e as startups. Se nossa hipótese se comprovar, deveremos:

  1. Priorizar as melhores oportunidades de negócio, evitando distração;

  2. Ampliar a base de startups que estão no banco de dados Visa, integrado-as ao banco de dados global da empresa;

  3. Escalar mais rapidamente os MVPs

A essa nova fase chamamos de “Visa For Startups” – uma evolução em se tratando de inovação, empreendedorismo e, acima de tudo, negócios. Se sua empresa já tiver participado em nosso Programa de Aceleração, não se preocupe, pois ela automaticamente será inserida no nosso novo programa, agora, se não, sinta-se convidado.

Fonte: Canaltech

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