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Inverno boreal será duro para o transporte aéreo, já afetado por um verão reduzido

Sonia WOLF
·2 minutos de leitura
A temporada de inverno boreal, que começa em 25 de outubro e acaba no final de março, provavelmente será muito difícil para o transporte aéreo
A temporada de inverno boreal, que começa em 25 de outubro e acaba no final de março, provavelmente será muito difícil para o transporte aéreo

A retomada do tráfego aéreo no outono boreal (primavera no Brasil) não correspondeu às expectativas. Antes do inverno, que se anuncia difícil, as companhias aéreas pedem ajuda, reduzem seus custos ou cortam empregos para sobreviver à covid-19.

"Estamos em uma corrida contra o tempo. A variável é o dinheiro, as empresas morrem pelo dinheiro [...] tem que ir rápido, muito muito rápido", estima Stéphane Albernhe, diretor sócio na consultora Archery Strategy Consulting.

A temporada de inverno, que começa em 25 de outubro e acaba no final de março, provavelmente será muito difícil para o transporte aéreo.

Com uma queda da receita no primeiro semestre de quase 80% em relação ao ano anterior, as caixas das companhias continuam se esvaziando para financiar os altos custos fixos, segundo a Associação Internacional do Transporte Aéreo (IATA, em suas siglas em inglês).

Após uma pequena melhora em julho, o tráfego voltou a cair em setembro e as reservas para o último trimestre anunciam um fim de ano mais que sombrio, com uma queda de 78% em comparação com o ano passado, segundo a IATA.

O esperado retorno de viajantes após o verão, com o valor agregado da classe de negócios, não aconteceu. As reuniões por videoconferência, testadas em grande escala durante o confinamento em março, continuam sendo um meio seguro de trabalhar sem precisar se expor a possíveis riscos.

Para o setor, "a chave" de um retorno seguro dos passageiros está na realização em grande escala de testes antes do embarque, como alternativa a uma quarentena na chegada ao destino.

Isso já está acontecendo em Milão, Roma, Frankfurt, Bruxelas e Londres, assim como em países do Golfo, entre Havaí e Estados Unidos continental, no Canadá, em Bogotá, no aeroporto de São Paulo-Guarulhos e na Ásia, segundo a IATA e a organização de aeroportos ACI.

À espera de que os testes de diagnóstico se generalizem, a IATA não deixa de soar o alarme: com uma atividade a meio gás, as companhias precisam de mais ajudas governamentais.

Para manter a atividade, já conseguiram, segundo a organização, 160 bilhões de dólares de apoio público através de ajudas diretas, empréstimos, medidas salariais e reduções ou flexibilizações fiscais.

No entanto, diante da falta de reservas normalmente feitas durante a dinâmica estação de verão, as companhias "não conseguirão as ajudas no inverno", alertou o diretor-geral da IATA, Alexandre de Juniac.

Nos Estados Unidos, as companhias United Airlines e American Airline colocaram 32.000 funcionários em paralisação técnica, devido à ausência de um acordo político em Washington sobre um novo apoio ao setor aéreo, após o encerramento, em setembro, de um dispositivo que permitia que continuassem pagando os trabalhadores.

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