Mercado abrirá em 3 h 49 min
  • BOVESPA

    119.371,48
    -690,52 (-0,58%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    49.092,31
    +224,69 (+0,46%)
     
  • PETROLEO CRU

    61,71
    +0,28 (+0,46%)
     
  • OURO

    1.784,20
    +2,20 (+0,12%)
     
  • BTC-USD

    48.637,70
    -5.148,75 (-9,57%)
     
  • CMC Crypto 200

    1.108,56
    -134,49 (-10,82%)
     
  • S&P500

    4.134,98
    -38,44 (-0,92%)
     
  • DOW JONES

    33.815,90
    -321,41 (-0,94%)
     
  • FTSE

    6.923,97
    -14,27 (-0,21%)
     
  • HANG SENG

    29.078,75
    +323,41 (+1,12%)
     
  • NIKKEI

    29.020,63
    -167,54 (-0,57%)
     
  • NASDAQ

    13.772,50
    +22,25 (+0,16%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    6,5540
    +0,0124 (+0,19%)
     

Inventor da web critica Google e outras big techs: “são modas passageiras”

Ramon de Souza
·2 minuto de leitura

Quando Tim Berners-Lee fala, você deve sentar-se para escutar. Afinal, o engenheiro de 65 anos é ninguém menos do que o criador da World Wide Web — ou simplesmente “web” para os mais íntimos —, tendo iniciado o projeto de forma descompromissada para trocar informações acadêmicas com outros colegas ao redor do globo. O primeiro servidor da história foi configurado em sua própria casa, e era um simples NeXTcube com uma placa que dizia, em letras garrafais, “Não desligue esta máquina!”.

Pois bem. Tendo criado tal tecnologia para que as pessoas tivessem total liberdade para compartilhar seus conhecimentos, é meio óbvio que Berners-Lee não está nada satisfeito com os rumos que a web tomou e a dominância das big techs — Google, Facebook e companhia. Porém, em uma recente — e rara — entrevista concedida à Reuters, o executivo afirmou que tal monopólio é uma “moda passageira” e que, em breve, a web como conhecíamos voltará a ser livre.

“Estou otimista, porque vimos alguns modismos dominantes na internet antes... E então as coisas mudam”, afirmou, destacando ainda que, nos últimos tempos, ele tem sido dominado por “um sentimento lá fora de inquietação, um sentimento de que precisamos virar as coisas para mudá-las”. Segundo o engenheiro, os próprios internautas estão conscientes de que tais mudanças são necessárias, e que uma combinação da iniciativa popular com ações governamentais pode tornar isso uma realidade.

As palavras de Berners-Lee nos atingem em um momento bastante conturbado. Gigantes da tecnologia são alvos constantes de críticas por parte de organizações e investigações antitruste; na Austrália, tanto o Google quanto o Facebook se envolveram em disputas ferrenhas com o governo local, que exigia pagamento das plataformas pelo privilégio delas utilizarem conteúdos de veículos jornalísticos. Algo similar está ocorrendo no Brasil, mas, por aqui, apenas o Gigante das Buscas está na mira dos jornais e das revistas.

<em>Imagem: Reprodução/Simon Dawson (Reuters)</em>
Imagem: Reprodução/Simon Dawson (Reuters)

Vale lembrar que, desde 2016, o engenheiro está trabalhando em uma tecnologia chamada Solid, que promete devolver os dados pessoais dos cidadãos aos seus devidos titulares e revigorar a descentralização que sempre foi o cerne da web. O projeto, que é gerenciado por uma startup fundada pelo próprio Berners-Lee, busca dar ao internauta o poder de armazenar suas informações em “pods” privados e descentralizados em vez de simplesmente confiá-las em uma organização terceirizada.

À Reuters, o engenheiro ressaltou que a web se transformou em um direito humano básico e algo vital para todas as pessoas — ao mesmo nível em que a eletricidade se tornou vital no século passado. “A única coisa sensata a se pensar é que as coisas vão acelerar e continuar a acelerar”, afirma. “Estamos passando por outra mudança radical na velocidade com que o mundo está mudando”.

Fonte: Canaltech

Trending no Canaltech: