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"Invadir hospitais é crime", diz Gilmar Mendes em resposta a Bolsonaro

·2 minuto de leitura
Brazilian Supreme Court judge Gilmar Mendes attends the trial of senator and Workers' Party president Gleisi Hoffmann for corruption and money laundering, at the Supreme Court in Brasilia, on June 19, 2018. - Hoffmann is the latest in a long string of high-ranking politicians, including many from the Workers' Party, caught up in Brazil's sprawling "Car Wash" corruption probe. Prosecutors accuse Hoffmann and husband Paulo Bernardo, a former planning and communications minister, of receiving a million reais in 2010, or 568,000 US dollars at the time, embezzled from state-oil company Petrobras. The money from the company was allegedly used in a campaign slush fund. (Photo by EVARISTO SA / AFP) (Photo credit should read EVARISTO SA/AFP/Getty Images)

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Gilmar Mendes, afirmou neste domingo (14) que “invadir hospitais é crime” e “estimular também”, em resposta à fala do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) incentivando a população a filmar eventuais irregularidades em hospitais de campanha construídos durante a pandemia de coronavírus.

“Invadir hospitais é crime - estimular também. O Ministério Público (a PGR e os MPs Estaduais) devem atuar imediatamente. É vergonhoso – para não dizer ridículo – que agentes públicos se prestem a alimentar teorias da conspiração, colocando em risco a saúde pública”, escreveu Mendes no Twitter.

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Durante live na última quinta-feira, Bolsonaro encorajou seus apoiadores a entrarem sem autorização nos hospitais de campanha, após questionar o número de mortes por Covid-19 no Brasil.

"Seria bom você fazer isso na ponta da linha. Tem hospital de campanha, hospital público, perto de você, arranja uma maneira de entrar e filmar. Tem muita gente fazendo isso, para mostrar se os leitos estão ocupados ou não, se os gastos são compatíveis. Isso nos ajuda", declarou o presidente.

Após a fala de Bolsonaro, um grupo invadiu o hospital Ronaldo Gazolla, no Rio de Janeiro, para verificar se havia leitos desocupados, chutando portas e derrubando computadores. Aos gritos de “Mentira! Mentira!”, eles também questionaram o diagnóstico de Covid-19 recebido por uma suposta familiar morta no local.

O filho do presidente, o deputado estadual Carlos Bolsonaro, rebateu o posicionamento de Mendes e disse que "só um bandido" acredita que o pai tentou incentivar invasões a hospitais.

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