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Intoxicação de cães | Anvisa proíbe venda de composto que estava no petisco

Após uma série de mortes e casos de intoxicação de cachorros que foram associadas ao consumo de petiscos contaminados, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu a comercialização, a distribuição, a manipulação e o uso de dois lotes (AD5053C22 e AD4055C21) do ingrediente propilenoglicol, da marca Tecno Clean Industrial.

"Os lotes foram analisados preliminarmente pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), que detectou a contaminação por etilenoglicol, substância extremamente tóxica, quando ingerida", explica a Anvisa, em comunicado sobre o caso.

Petisco contaminado provocou casos de intoxicação em cachorro e, agora, Anvisa proíbe venda de lote de matéria-prima contaminada (Imagem: Fotyma/Envato)
Petisco contaminado provocou casos de intoxicação em cachorro e, agora, Anvisa proíbe venda de lote de matéria-prima contaminada (Imagem: Fotyma/Envato)

Entenda o caso de intoxicação causado pelo petisco nos cachorros

Desde o início de setembro, morte de cães foram denunciadas após o consumo de petiscos da marca Bassar Pet Food, em diferentes estados, como Minas Gerais e São Paulo. A principal suspeita está relacionada com a contaminação de matéria-prima utilizada, segundo as investigações que ainda estão em andamento.

Em nota nas redes sociais, a Bassar anunciou o recall de todos os produtos fabricados a partir do dia 7 de fevereiro deste ano, com numeração igual ou acima do lote 3329. O aparente motivo da intoxicação seria a substância propilenoglicol contaminada com etilenoglicol, que foi produzida pela empresa Tecno Clean Industrial.

"Ao identificar, durante a investigação dos fatos, a possibilidade de distribuição do ingrediente contaminado para fábricas de alimentos de uso humano, o Mapa [Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento] compartilhou as informações para que a Anvisa pudesse adotar ações relacionadas aos produtos sujeitos a vigilância sanitária", informa a agência.

O que é propilenoglicol e etilenoglicol?

Vale explicar que o propilenoglicol é um aditivo alimentar permitido para alimentos de consumo humano e também para cães (especialmente em petiscos). O aparente problema é de que dois lotes teriam sido contaminados por etilenoglicol, uma substância proibida para itens voltados ao consumo.

Segundo a Anvisa, "o etilenoglicol é um solvente orgânico altamente tóxico que causa insuficiência renal e hepática, podendo inclusive levar à morte, quando ingerido". Agora, as investigações do Mapa seguem em andamento.

Fonte: Canaltech

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