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Intervenção no mercado futuro de juros ocorrerá apenas se houver disfunção, diz Campos

Fabio Graner, Alex Ribeiro e Estevão Taiar
·3 minutos de leitura

Para o presidente do BC, possibilidade de atuação aberta pelo Orçamento de Guerra serve como instrumento estabilizador de mercado e não como política monetária O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, disse nesta quinta-feira que a possibilidade de intervenção no mercado futuro de juros dada pela PEC do Orçamento de guerra será acionada apenas em caso de disfuncionalidade do mercado e não como instrumento de política monetária. Para ele, a subida dos juros futuros é decorrente de uma maior preocupação em relação à sustentação da questão fiscal fiscal e sobre política de saída dos estímulos dados por conta da pandemia. “Entendemos que uma coisa está ligada a outra. [A alta dos juros futuros] não é um fenômeno de expectativa de inflação”, disse. “A PEC de Guerra entendemos como instrumento estabilizador de mercado, não de política monetária. Entendemos que temos outros instrumentos”, acrescentou. Segundo Campos, a lógica de intervenção nos juros é a mesma do câmbio. “Não temos como prever qual é o ‘trigger’, o gatilho, que vai gerar a intervenção. Acompanhamos o dia a dia. Entendemos que tem um prêmio que se acentua com incerteza fiscal. Uma disfunção pode ocorrer e entendemos que se houver uma disfunção, o BC vai sim atuar nela”, afirmou. Em relação à PEC de Guerra, que permite ao BC atuar diretamente no mercado secundário de títulos e ativos, Campos afirmou que a autoridade monetária não trabalha, pelo menos por enquanto, como uma extensão de seu funcionamento depois do fim do ano. "É uma prerrogativa do Legislativo se vai estender ou não", disse. "Como não foi usada [a compra de títulos e ativos], ainda achamos que é cedo para fazer essa pergunta. Se entendermos que [é preciso estender a intervenção], podemos pedir para o Legislativo. Mas não é o nosso cenário hoje." Roberto Campos Neto, presidente do BC, diz que intervenções no mercado futuro de juros só será acionada se houver disfunção Claudio Belli/Valor Na avaliação de Campos, a baixa demanda por Letras Financeiras do Tesouro (LFT) pode ter implicações prudenciais "se desequilibrar a indústria de investimentos". "O que entendemos agora é que não é esse o processo que está em curso. O que está em curso é um processo em que o mercado está pedindo mais prêmio para rolar a dívida do governo", disse. Em entrevista publicada pelo Valor nesta quinta-feira, o secretário do Tesouro Nacional, Bruno Funchal, afirmou que o maior prêmio cobrado pelos investidores tem sido causado pelo risco fiscal. "O secretário do Tesouro deu uma entrevista recentemente dizendo que ele entende que isso é função do medo de um possível desequilíbrio fiscal", disse Campos, destacando, no entanto, que "esse é um tema do Tesouro, não do Banco Central". O presidente também disse que a transferência de R$ 325 bilhões da autoridade monetária para o Tesouro, no mês passado, levaria naturalmente a um aumento das operações compromissadas, com o objetivo de enxugar a liquidez excessiva da economia. "Não temos nenhuma preocupação que isso vá gerar desequilíbrio", afirmou.