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Intervalo ideal entre doses da Pfizer é quatro semanas menor do que o utilizado no Brasil, aponta estudo da Universidade de Oxford

·3 minuto de leitura

O intervalo ideal entre as duas doses da vacina contra a Covid-19 da Pfizer é de oito semanas, segundo um novo estudo da Universidade de Oxford, da Inglaterra, realizado com 503 profissionais de saúde. No Brasil, o prazo definido pelo Ministério da Saúde é de 12 semanas, estratégia que vem sendo questionada por conta do avanço da variante Delta no país. A diminuição do tempo para completar o ciclo aumentaria o número de pessoas totalmente imunizadas mais rapidamente, o que ajudaria a combater a nova cepa.

A pesquisa analisou a resposta imunológica à vacina da Pfizer com intervalos de três a 10 semanas. O mais longo mostrou algumas vantagens: os níveis de anticorpos neutralizantes foram duas vezes mais altos do que com o de três semanas para todas as variantes, e o regime mais prolongado também melhorou a resposta das células T auxiliares, que suportam a memória imunológica. Uma desvantagem, porém, foi um declínio nos níveis de anticorpos entre a primeira (D1) e a segunda (D2) doses, em particular contra a Delta, deixando as pessoas mais desprotegidas até o recebimento da aplicação de reforço. Segundo Susanna Dunachie, a principal pesquisadora do estudo, “oito semanas é provavelmente o ponto ideal” para ter o equilíbrio entre atingir o máximo de pessoas totalmente vacinadas o mais rapidamente possível e com níveis mais elevados de anticorpos.

A bula registrada no Brasil pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) preconiza um intervalo, preferencialmente, de 21 dias entre as doses da Pfizer, mas o Programa Nacional de Imunizações (PNI) recomenda 12 semanas. A fabricante afirma que a “segurança e eficácia da vacina não foram avaliadas em esquemas de dosagem diferentes”, mas “as indicações sobre regimes de dosagem ficam a critério de autoridades de saúde e podem incluir recomendações seguindo os princípios locais de saúde pública”.

Para conter a Delta, o Reino Unido anunciou que passaria a adotar o intervalo de oito semanas, e não mais de 12, para oferecer a mais pessoas proteção alta contra a variante identificada inicialmente na Índia e que é mais transmissível do que o coronavírus original que deu início à pandemia. O novo estudo de Oxford indica que essa estratégia é correta.

Procurado pelo EXTRA, o Ministério da Saúde informou que “acompanha a evolução das diferentes variantes no território nacional e está atento à possibilidade de alterações no intervalo recomendado entre doses” das vacinas contra a Covid-19. Segundo a pasta, o tema foi discutido em reunião da Câmara Técnica Assessora em Imunizações, no último dia 16, mas foi decidido manter o intervalo orientado tanto para a Pfizer quanto para a AstraZeneca/Oxford, que também é de 12 semanas. Para a epidemiologista e professora da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) Ethel Maciel, a adoção do prazo de três meses no Brasil não é correta porque nunca foi respaldada cientificamente.

— Entendo que a decisão foi tomada num cenário de escassez de vacinas, mas deveríamos ter usado o intervalo aprovado pela Anvisa (de 21 dias). Se tivéssemos evidências sobre (o intervalo de) 12 semanas, o Ministério da Saúde deveria ter enviado para a Anvisa analisar e aprovar esse outro intervalo. Fazendo do jeito que fez, mudando o intervalo a despeito da aprovação da agência regulatória, foi ruim. Quando a gente foge do que foi apontado pelo estudo clínico, está num cenário de incerteza — analisa a professora.

Ethel Maciel lembra que os estudos clínicos da Pfizer apontam para um ciclo de 21 dias, por isso, ela espera que o Brasil ajuste sua estratégia:

— A gente está sempre fazendo essas escolhas para corrigir o erro do atraso na compra de vacinas em 2020. Se tivermos um cronograma de entrega mais confiável, porque até hoje ele nunca foi cumprido, seria importante fazer essa mudança. Como o intervalo determinado pelos ensaios clínicos foi de 21 dias, tenho dúvidas sobre a eficácia da vacina até contra a Gamma (hoje a variante dominante no Brasil, identificada pela primeira vez em Manaus), ainda mais contra a Delta.

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