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BR-20 aberto mais uma vez

Mauro Beting
·4 minuto de leitura

Ninguém quer ganhar o BR-20? Parte 239.

Que campeonato do mundo, a três rodadas do final, tem a derrota do líder em casa (depois de 12 de invencibilidade)?

O vice-líder Flamengo também empatou com o nono Red Bull Bragantino. O terceiro (Atlético Mineiro) empatou no Maracanã em um jogo que só teve emoção mesmo depois dos 45 finais. O quarto (São Paulo) só empatou no final depois de erro grotesco de uma saída de Diniz de um time já sem Diniz... O quinto Fluminense segue bravamente mas também só empatou. O sexto Grêmio fou o ÚNICO da primeira página da tabela a vencer (o lanterna já rebaixado do BR-20...). O sétimo Palmeiras não jogou pelo Brasileiro (e também não jogou pelo Mundial...). O oitavo Corinthians só empatou com o Athletico (décimo).

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Foi isso. Dos primeiros 10 colocados, só um deles ganhou - e do lanterna...

Alguns jogos um campeão do Brasil não pode perder.

Inter segue vivo. Mas não podia vaciliar como fez ao dar mais chances ao Flamengo para ser bicampeão - e o Galo ainda poder sonhar. Vitória enorme do Sport que vai se salvando.

Era o jogo que o líder do BR-20 tinha que se portar como tal jogando em casa, sabendo do empate no domingo em Bragança do maior perseguidor ao título (o atual campeão e badalado favorito antes de a bola rolar pós-parada pandêmica). Mesmo que o mando de campo por óbvio não venha sendo tão determinante, era o jogo para o time de Abelão manter e ampliar a ponta da tabela contra um rival que briga para não cair - e luta muito. No caso, pela ausência da torcida naturalmente impaciente na busca por um título ausente desde 1979 - e para um torcedor acostumado a ganhar tudo que se disputa desde então, do Beira-Rio a todo o planeta -, não era de todo ruim estar sem o apoio contagiante da torcida.

O time pode focar melhor no que é necessário. Não se perder na afobação e ansiedade naturais.

Algo que não atrapalhou o time de Abelão na primeira metade do primeiro tempo. Com Dourado de volta para organizar a saída de jogo, Patrick como rolo compressor digno dos anos 40 colorados pela esquerda, o Inter foi fazendo seu jogo de abafa sem afobação. Sem tantas oportunidades. Mas com os pés no chão e a cabeça fria.

Até a bobagem cometida por Uendel que deu no cartão vermelho do lateral que substituiu Moisésd, aos 25, por impedir oportunidade clara e manifesta de gol do Sport...

Pânico no Beira-Rio?

Não. O Sport acabou naturalmente saindo mais da sua área e do seu campo, dando os espaços que o Inter não tinha quando eram 11 x quase 11 rubro-negros atrás da bola.

Abelão a princípio armou uma linha de três atrás, com os zagueiros pelos lados e Dourado entre eles. Patrick fez a ala esquerda, e Rodinei se espetou mais pela direita.

Mais 10 minutos, Praxedes foi o sacrificado para o guri Leonardo Borges entrar na dele, pela lateral-esquerda. O 4-1-4-1 virou 4-4-1, com Dourado de novo mais à frente, fazendo um pouco da de Praxedes, e dando mais campo a Edenilson para sair como não vinha fazendo.

Mas, aos 37, Marcão fez um golaço em belíssimo contragolpe em rara falha de Dourado. Daqueles que pareciam jogada final de segundo tempo. Para não dizer de todos os tempos.

Gol para derrubar qualquer equilíbrio e ânimo. Não tivesse o Inter a bravura e força de Patrick para empatar numa pancada indefensável, aos 40 minutos, em rara chegada até então de Edenilson.

O colorado pôde respirar aliviado.

Até os 49 minutos, quando um dos lances mais inacreditáveis da história do Brasileirão pode mudar a história da temporada. Um cruzamento todo torto e errado do Sport parecia que tinha saído pela linha de fundo. Lomba deixou, Rodinei também achou o que realmente parecia estar definido...

Mas a bola pareceu mesmo estar em jogo até Dalberto desempatar no cochilo colorado.

Daqueles gols que só um time danado parece sofrer. E o gol é literalmente sofrido mesmo pelo time gaúcho.

Na segunda etapa, o Sport manteve a linha de cinco na zaga. Mas saiu um pouco mais. E bem. O Inter foi definhando fisicamente - à exceção do monstruoso Patrick. E também animicamente a cada minuto jogado e desesperado.

Ainda assim Caio Vidal do nada arranjou duas belas chances numa mesma jogada, aos 18, mandando na trave e depois por cima. Ele animou o Inter e também Abel. O xará Hernández entrou na sequência no lugar do próprio meia aberto pela direita. Com duas referências na área que deram certo no épico Gre-Nal da virada, Abelão foi pro tudo ou ainda-quem-sabe-tudo. Ainda que sacrificando Patrick aos 28 para apostar em Peglow.

Era o caso?

O fato é que o Inter pouco faria até o final de um jogo que não se pode perder. Com o risco de perder astral, confiança e, por tabela, a ponta dela.

Como Yuri Alberto perdeu um gol absurdo aos 47.

Outro lance para não esquecer. Como mais um jogo maluco entre os dois times no BR-20.