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BR-20 no limite

Mauro Beting
·3 minuto de leitura
Vasco x Inter FOTO Bruna Prado/Getty Images

Eu adoraria só falar de mais uma grande vitória do líder Internacional em São Januário contra o ameaçado Vasco. A mesma coisa da justa vitória do vice-líder Flamengo que depende apenas dele depois de ganhar do Corinthians no Maracanã.

Mas não tem como não falar da arbitragem tão descalibrada quanto o VAR no lance do gol que pareceu impedido do excelente Rodrigo Dourado, abrindo o placar contra o Vasco aos 9 – no mesmo minuto em que no outro clássico no Rio o agora zagueiro Arão, também de cabeça, fazia o mesmo contra o ex-clube Corinthians.

Insisto: naquele bololô na Colina, a impressão foi de posição irregular de Dourado. Pela câmera do Premiere, não a do VAR. Para mais um azar do Vasco, não teve como rever o lance com o uso da tecnologia e suas retas. Logo, segue a decisão de campo, e, na dúvida pertinente, seguiu o jogo como gol.

O Inter seguiu administrando a vantagem, dando o campo e até a bola demais ao nervoso, limitado e desconjuntado Vasco. Aos 31 finais, Cuesta chegou em Cano e o atacante vascaíno caiu depois de chutar mal. Flávio de Souza (que é ótimo árbitro) marcou o pênalti e ainda deu o amarelo injusto ao zagueiro colorado. Para piorar, mesmo alertado pelo VAR para rever um lance que Eurico Miranda teria sérias dificuldades para enxergar e marcar falta. Depois de lonnngoooossss 1min05 para rever algo que não seria preciso rever tanto, o árbitro persistiu no erro “compensando” o provável (porém bem mais discutível) impedimento de Dourado. Lei da compensação? Talvez. Até outra “lei” entra em vigor com rigor: “não entra pênalti que não foi”... Cano bateu mal e jogou o empate fora.

Diferentemente de Galhardo, que aproveitaria erro de Benítez e mais um entre tantos do sistema defensivo vascaíno para fazer o segundo gol gaúcho. Desta vez incontestável como a superioridade do Inter.

No Maracanã, o Flamengo foi o que é: melhor do que o Corinthians que até empatou com belo gol de Leo Natel em bola enfiada de Araos. Mas, na segunda etapa, a pressão pelo gol e vitória deu no também discutido gol de Gabriel Barbosa. Lance que pareceu impedido de primeira vista. Mas que de fato foi legal como a posição do artilheiro, depois do rebote dado por Cássio.

O Flamengo fez o suficiente para vencer e manter a chance de título independente do Inter. “Basta” vencer o Colorado no Maracanã e ainda vencer o São Paulo, no Morumbi, para celebrar o bi sem fazer contas. Pode ser campeão com outras combinações. Mas essa é a mais fácil de contar – não de fazer, claro.

Com mais uma decepção atleticana ao só empatar em casa com o ameaçado Bahia e deixar uma disputa que já esteve aos pés de Sampaoli, sobra só o São Paulo que voltou a vencer. E com estilo. Virou para cima do Grêmio e agora precisa ganhar do Palmeiras em casa, do Botafogo fora (quase uma obrigação pelo momento), e tem um jogo “tranquilo” com o Flamengo no Morumbi. Se ganhar os três, se houver empare entre os líderes no Rio na penúltima rodada, e se o Corinthians vencer o Inter no Beira-Rio na última, dá hepta.

Muuuuuito difícil que tudo aconteça a favor do São Paulo.

Mas teve tanta coisa neste BR-20 que eu não sei mesmo o que vai dar.

Mais uma vez.

E quando eu achava que “sabia”, aí é que o futebol jogaria na minha cara: você é um bagrecéfalo.

Mais uma vez.