Mercado abrirá em 8 h 33 min
  • BOVESPA

    116.134,46
    +6.097,67 (+5,54%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    45.429,75
    +802,95 (+1,80%)
     
  • PETROLEO CRU

    83,84
    +0,21 (+0,25%)
     
  • OURO

    1.707,00
    +5,00 (+0,29%)
     
  • BTC-USD

    19.584,86
    +449,51 (+2,35%)
     
  • CMC Crypto 200

    445,78
    +10,42 (+2,39%)
     
  • S&P500

    3.678,43
    +92,81 (+2,59%)
     
  • DOW JONES

    29.490,89
    +765,38 (+2,66%)
     
  • FTSE

    6.908,76
    +14,95 (+0,22%)
     
  • HANG SENG

    17.079,51
    -143,32 (-0,83%)
     
  • NIKKEI

    26.943,85
    +728,06 (+2,78%)
     
  • NASDAQ

    11.391,00
    +105,25 (+0,93%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    5,0762
    +0,0023 (+0,05%)
     

Inteligência artificial da Amazon dá rotas impossíveis aos entregadores

Software da Amazon não considera características geográficas das rotas como rios ou ruas apertadas
Software da Amazon não considera características geográficas das rotas como rios ou ruas apertadas
  • Software não considera características geográficas das rotas como rios ou ruas apertadas;

  • Ao redor do mundo trabalhadores da empresa estão em processo de sindicalização;

  • Entregadores da empresa arcam com os custos total dos caminhões, como gasolina e manutenção.

A Amazon tem seu próprio software de inteligência artificial (IA) para gerenciar as rotas de seus entregadores. A ideia por trás do programa é tornar as entregas mais eficientes, gastando menos gasolina dos furgões e realizando mais entregas em menos tempo para os motoristas.

No entanto, parece que criar um programa de estabelecimento de rotas, como faz o Google Maps ou o Waze, não é tão fácil assim. O software de IA da Amazon tem sido acusado de enviar os motoristas em "viagens impossíveis", afirmam trabalhadores da empresa.

Segundo as reclamações, o programa informático não tem levado em conta características geográficas na hora de traçar uma rota. A IA "não leva em conta as condições do mundo real, como rios, trilhos de trem ou estradas estreitas. Os resultados são demandas irracionais e longas horas”, disseram trabalhadores japoneses descontentes da empresa.

Ao redor do mundo a empresa está vendo mais e mais de seus trabalhadores se unirem e se organizarem em sindicatos locais. O mais recente foi um grupo de entregadores da cidade de Nagasaki, que se organizaram primeiramente em junho, e estabeleceram o sindicato nesta semana.

Vários outros grupos de motoristas que trabalham para empresas terceirizadas, mas entregam para a Amazon no Japão também estão em processo de sindicalização, todos exigindo um contrato de trabalho oficial com a Amazon.

“Como eles recebem pedidos diretamente da Amazon Japan por meio de um aplicativo, eles trabalham para a Amazon”, afirmou Tatsuya Sekiguchi, vice-presidente executivo da Tokyo Union, que está coordenando a sindicalização dos grupos.

Um porta-voz da empresa afirmou que a Amazon não é responsável por gerenciar ou pagar os motoristas, mas geralmente trabalha com empresários locais para definir “expectativas realistas que não os pressionem indevidamente”.

No Japão, um contrato de trabalho garantiria mais benefícios aos motoristas. Atualmente, os motoristas subcontratados no Japão não recebem seguro de horas extras ou acidentes, enquanto trabalham 11 horas por dia ou mais e arcam com o custo total dos caminhões, incluindo gasolina, seguro do veículo e custos de manutenção, disse Sekiguchi.