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Inteligência Artificial será usada para descobrir sítios arqueológicos ocultos

Wyllian Torres
·2 minuto de leitura

Ao longo dos últimos, a identificação de patrimônios culturais através dos dados obtidos pelo Sensoriamento Remoto tem crescido. Esta é uma maneira de detectar objetos que estejam ocultos no solo, seja por camadas de terra ou por vegetação, possibilitando o reconhecimento de sítios arqueológicos ou a presença humana em um passado distante. O Instituto Italiano de Tecnologia (IIT) e a Agência Espacial Europeia (ESA) criaram o projeto Cultural Landscapes Scanner (CLS), o qual buscará por uma leitura mais ampla do solo e resultados mais precisos com o auxílio da Inteligência Artificial (IA).

O principal objetivo do trabalho é detectar objetos arqueológicos lá do alto, com imagens obtidas por satélites equipados com IA — capazes de reconhecer até mesmo variações muito sutis na vegetação. Em estudos anteriores, a equipe avaliou as vantagens do sensoriamento remoto automatizado e percebeu algumas limitações tecnológicas, como o reconhecimento apenas de objetos muito específicos e a demora na leitura dos dados. Estes dados são amplamente usados pela comunidade global de Patrimônio Cultural, entre eles a plataforma Copernicus.

Acontece que a análise de todos esses dados, obtidos por satélites, é bem complexa: um grande fluxo de informações e imagens precisam ser avaliadas e interpretadas por humanos — além de levar mais tempo, as chances de algo passar despercebido são maiores. Por isso, o projeto CLS pretende integrar a IA às análises de forma automática e, dessa maneira, diminuir o trabalho “manual” e otimizar a entrega de análises mais apuradas. Esta é uma abordagem inovadora que tornará possível a detecção mais ampla e certeira através de sistemas computacionais modernos.

Imagem obtida através do satélite Sentinel 2, da ESA. As cores são artificiais (Imagem: Reprodução/ESA/IIT)
Imagem obtida através do satélite Sentinel 2, da ESA. As cores são artificiais (Imagem: Reprodução/ESA/IIT)

Ao integrar a inteligência artificial com o sensoriamento remoto, a equipe espera que a máquina seja capaz de aprender sozinha, aprimorando cada vez mais suas análises futuras — precisão e capacidade de explorar áreas maiores. A descoberta de sítios arqueológicos é de extrema importância para a preservação do patrimônio cultural. O projeto é liderado por Arianna Traviglia, coordenadora do Centro de Tecnologia do Patrimônio Cultural (CCHT) do IIT, em Veneza, e sua área de pesquisa se concentra na mediação tecnológica nos estudos e gestão de patrimônios culturais.

Fonte: Canaltech

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