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Inteligência artificial faz reviews de produtos tão bem quanto os humanos

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Pesquisadores do Dartmouth College e da Universidade de Indiana, ambos nos EUA, desenvolveram um sistema de inteligência artificial (IA) capaz de escrever análises sobre produtos. O algoritmo utiliza uma rede neural para aprender e elaborar as resenhas em tempo real.

Como o código de computador obviamente não poderia provar os produtos, os cientistas alimentaram o banco de dados do sistema de aprendizagem de máquina com milhares de informações sobre avaliações já existentes, escritas exclusivamente por seres humanos.

“A redação de resenhas é um desafio para humanos e computadores, em parte, devido ao grande número de produtos diferentes. Queríamos ver como a inteligência artificial pode ser usada para ajudar as pessoas que produzem e usam essas avaliações no dia a dia”, explica o doutorando em ciência da computação Keith Carlson, autor principal do estudo.

Vinhos e cervejas

Para provar que a IA conseguiria fazer uma análise precisa dos produtos, os pesquisadores utilizaram revisões de vinhos e cervejas — duas bebidas com ampla disponibilidade de informações e com um vocabulário relativamente particular — para treinar o algoritmo de aprendizagem de máquina.

Exemplo de resenha de vinho escrita pela IA (Imagem: Reprodução/Dartmouth College)
Exemplo de resenha de vinho escrita pela IA (Imagem: Reprodução/Dartmouth College)

Como o objetivo era fazer com que a IA escrevesse uma resenha do zero, os cientistas usaram mais de 180 mil avaliações de vinhos e 143 mil reviews de cervejas como base de aprendizagem. Eles também utilizaram metadados sobre os dois produtos, incluindo origem, variedade, classificação, teor alcoólico e preços fornecidos por revisores humanos.

“Em ambos os casos, os voluntários não conseguiram distinguir entre as revisões feitas por seres humanos e as geradas pela inteligência artificial. Além disso, a intenção de comprar os produtos após a leitura das análises foi semelhante tanto para quem leu a resenha escrita pela IA, quanto para quem só teve contato com a análise feita por revisores de carne e osso”, acrescenta Carlson.

Fim dos sommeliers?

Segundo os pesquisadores, o programa de computador não se destina a substituir escritores profissionais ou especialistas em marketing, mas sim auxiliá-los nas tarefas do dia a dia. Uma revisão escrita por uma máquina, por exemplo, poderia servir como rascunho de uma análise mais elaborada, desenvolvida posteriormente pelo revisor humano.

Pesquisadores dizem que a IA não vai substituir analistas profissionais (Imagem: LightFieldStudios/Envato)
Pesquisadores dizem que a IA não vai substituir analistas profissionais (Imagem: LightFieldStudios/Envato)

Os cientistas também destacam que é preciso levar em conta alguns princípios éticos presentes no uso indiscriminado de algoritmos capazes de influenciar as decisões e o comportamento de clientes e consumidores. Para resolver isso, a equipe defende que sejam criados critérios de transparência, indicando quando um texto foi gerado por uma máquina.

“É interessante imaginar como esse sistema pode beneficiar restaurantes que não podem pagar sommeliers, ou vendedores independentes que trabalham em plataformas on-line e precisam vender centenas de produtos ao mesmo tempo. Porém, assim como acontece com outras tecnologias, temos que ser cautelosos sobre como esse avanço será usado”, encerra Keith Carlson.

Fonte: Canaltech

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