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Inteligência artificial ajuda a mapear todas as usinas solares da Terra

·2 min de leitura

Pesquisadores da Universidade de Oxford, na Inglaterra, mapearam todas as grandes usinas solares da Terra usando satélites e um sistema de aprendizagem de máquina. O inventário global considerou apenas as instalações fotovoltaicas que geram pelo menos 10 quilowatts por dia — painéis residenciais comuns produzem cerca de 5 quilowatts/dia.

O levantamento foi realizado em quase metade da superfície terrestre, filtrando áreas remotas e desabitadas do globo. No total, foram detectadas 68.661 usinas solares em funcionamento, com uma capacidade de geração de energia estimada em 423 gigawatts em 2018, ano em que a pesquisa foi finalizada.

“Nosso estudo mostra que a capacidade de geração de energia solar fotovoltaica cresceu notáveis ​​81% entre 2016 e 2018. O crescimento foi liderado principalmente por aumentos na Índia (184%), Turquia (143%), China (120%) e Japão (119%)”, explica o cientista geoespacial Lucas Kruitwagen, autor principal da pesquisa.

Desigualdade solar

Essas usinas solares possuem uma variação muito grande de tamanho, desde extensas instalações em regiões desertas do Chile, África do Sul, Índia e noroeste da China, até painéis comerciais e industriais em telhados da Califórnia e Alemanha, além de áreas rurais menores na Inglaterra e centros urbanos como Japão e Coreia do Sul.

Distribuição das maiores usinas solares do mundo (Reprodução/University of Oxford)
Distribuição das maiores usinas solares do mundo (Reprodução/University of Oxford)

Os dados mostram também as lacunas que existem na geração de energia solar, principalmente nos países em desenvolvimento onde a expansão dos sistemas fotovoltaicos é essencial para garantir o acesso à eletricidade e reduzir as emissões de gases de efeito estufa, resultantes da queima de combustíveis fósseis.

“O levantamento geoespacial tem importância crítica para a transição energética. Os operadores de rede, governos e participantes do mercado de eletricidade precisam saber onde estão as instalações solares para conhecer a quantidade de energia que estão gerando ou pretendem gerar no futuro”, acrescenta Kruitwagen.

Mapeamento global

O relatório concluiu que a maioria das usinas de energia solar foi instalada em terras anteriormente usadas para agricultura, seguidas por regiões de desertos e antigos campos de pastagens. Também ficou claro que o aumento ou a diminuição na geração de eletricidade depende de condições climáticas e do nível de desenvolvimento dos países.

Levantamento do que existia nas áreas onde as usinas solares foram instaladas (Reprodução/University of Oxford)
Levantamento do que existia nas áreas onde as usinas solares foram instaladas (Reprodução/University of Oxford)

Segundo os pesquisadores, à medida que a energia solar se torna mais previsível, os operadores da rede elétrica precisarão manter menos usinas de combustível fóssil como reserva, garantindo uma geração mais sustentável e livre da pegada de carbono que ainda está presente na maioria dos sistemas fotovoltaicos.

“Saber onde uma instalação está permite estudar as consequências indesejadas do crescimento da geração de energia solar. A aprendizagem de máquina combinada com a observação da Terra é a única maneira de medir a vulnerabilidade dessa infraestrutura às mudanças climáticas, ver o progresso no acesso à energia solar ou estimar com precisão seu impacto ambiental”, encerra Lucas Kruitwagen.

Fonte: Canaltech

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