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Intel fecha parceria com TSMC para terceirizar parte da produção de CPUs

Felipe Demartini
·3 minuto de leitura

A escolha da Intel de terceirizar a fabricação de processadores de 7nm pela primeira vez em sua história, no ano passado, foi vista como negativa pelo noticiário de tecnologia, mas, para a companhia, também parece ser o começo de uma nova era. É o que indica o anúncio feito pela empresa nesta terça-feira (23): um acordo com a taiwanesa TSMC para a fabricação de processadores para empresas e usuários finais de 2023 em diante.

De acordo com a Intel, a ideia é trabalhar com diferentes famílias de processadores a partir dali. Enquanto as séries principais serão fabricadas em litografia de 7nm a partir de 2023, o que a empresa chama de “CPUs de liderança” serão terceirizadas, com processos de produção ainda não especificados, mas tocados pela TSMC.

Os componentes também chegarão às mãos de usuários finais ou estarão em máquinas corporativas, enquanto a mudança também não significa que famílias mais antigas sairão de linha mais rápido. Pelo contrário, a Intel sabe que os componentes com processos de 10 nm, e até aqueles de 14 nm, ainda vendem um bocado e garantem receita, por isso continuará a atender o mercado com essas soluções, sem informações sobre uma possível terceirização deste grupo.

Pelo contrário, a ideia mais ventilada é que a Intel abraçará, ao lado da TSMC, famílias ainda mais avançadas de processadores, com processos de até três nanômetros. A empresa taiwanesa já anunciou a produção de CPUs desse tipo para o segundo semestre de 2023, enquanto, como dito, a Intel passa por dificuldades até mesmo na transição para os 7 nm; a concorrência, mais adiantada nesse caminho, pode se tornar um problema e aumentar a competitividade em desfavor para a companhia, uma situação que pode ser resolvida por meio da terceirização.

A ideia geral é que a pressa na busca pelos 3nm não tem razão de existir, já que os processadores terão o mesmo clock (ou até contagens inferiores) aos modelos atuais. Entretanto, questões relacionadas à eficiência energética e, principalmente, de custo de fabricação mudam a coisa de figura e, como forma de estar na vanguarda e se equiparar aos concorrentes, a Intel pode muito bem aproveitar as tecnologias da TSMC para produzir componentes de alto padrão, em quantidades mais limitadas, enquanto desenvolve seus próprios processos para trazer a fabricação em grande escala para dentro de casa.

De acordo com as análises, esse tipo de produção limitada de componentes de ponta também se encaixa com o estado atual das duas empresas. De um lado temos a Intel e seu ritmo de um milhão de processadores fabricados por dia, com faturamento que representa mais do que o dobro de sua nova parceira; do outro, a TSMC, que apesar de ser um dos maiores nomes do segmento, ainda sofre com os problemas causados pela pandemia do novo coronavírus e o atendimento aos grandes contratos assinados com outras empresas. O uso da tecnologia de ponta de forma mais direcionada, então, faz sentido para as duas.

Tudo isso, porém, são consequências diretas ou análises feitas a partir do anúncio da Intel, que carece de detalhes. Além da ideia de que as tais “CPUs de liderança” serão terceirizadas à TSMC, não existem mais informações sobre, por exemplo, sistemas de licenciamento de tecnologia ou o uso de soluções, também externas, assim como os modelos exatos que serão produzidos a partir da parceria e quando chegarão ao mercado. Os números de unidades que chegarão ao mercado, ou aumentos de receita oriundos do contrato, também não foram revelados.

Ao mesmo tempo, e em anúncios relacionados, a Intel também revelou planos de expansão de suas fábricas, com direito a US$ 20 bilhões aplicados na construção de duas unidades nos Estados Unidos. A ideia é que, enquanto o processo de 7nm avança internamente e a terceirização garante a vanguarda, a companhia também trabalhe para se tornar uma grande fornecedora de componentes, com direito até mesmo a uma divisão focada na terceirização para parceiros, com ideal de se tornar uma das maiores do setor nos EUA e Europa.

Fonte: Canaltech

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