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Intel e PrograMaria buscam incluir população trans no mercado de tecnologia

·3 minuto de leitura

Tornar o segmento de tecnologia mais diverso e inclusivo tem sido a luta de algumas organizações. É o caso da PrograMaria, que busca empoderar mulheres por meio da tecnologia. A ação mais recente da empresa é o PrograMaria Fala, em parceria com a Intel, que busca atrair pessoas trans interessadas em atuar no setor.

O encontro terá a programadora Daniela Andrade, profissional trans com 23 anos de carreira, como mentora e os participantes poderão enviar perguntas. Daniela vai tirar dúvidas e dar dicas, além de contar sua trajetória. “Precisamos continuar falando sobre o que a população trans passa para ficar claro que não é vitimismo. Fui expulsa de casa por ser trans, a sociedade me empurrou para a margem. Sou a exceção que prova que a regra precisa mudar”, afirma ela.

O PrograMaria Fala vai ser realizado na quinta-feira que vem (15), das 19h às 21h, no YouTube oficial da PrograMaria. Interessados em participar do encontro gratuito podem se inscrever no site.

Imagem: Reprodução/Elements/Rawpixel
Imagem: Reprodução/Elements/Rawpixel

Demanda crescente

Até 2024, a demanda por profissionais de tecnologia da informação no Brasil deve atingir os 420 mil, segundo a Associação das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) e de Tecnologias Digitais (Brasscom). Enquanto isso, as universidades formam 45 mil especialistas ao ano. Por isso, organizações como a PrograMaria são fundamentais para oferecer mão de obra capacitada.

Nesse cenário, a iniciativa #MaisDiversidadeNaTecnologia, que abriga o PrograMaria Fala, vai oferecer, em 2021, 400 bolsas no Curso Online Eu ProgrAmo, que ensina os primeiros passos do universo da programação. As inscrições estão abertas neste link.

O objetivo é capacitar mais pessoas trans para a área de tecnologia. “Costumamos dizer na Intel que, sem diversidade, não há inovação”, afirma Gisselle Ruiz Lanza, diretora-geral da Intel Brasil. “Nossa parceria com a PrograMaria existe desde 2016. Em 2021, queremos levantar o debate e dar espaço para grupos ainda mais sub-representados no mercado de trabalho, que são as mulheres negras e as pessoas trans.”

Imagem: Reprodução/Envato/DragonImages
Imagem: Reprodução/Envato/DragonImages

Outra atividade da Intel com a PrograMaria é o PrograMaria Encontros. O objetivo da ação é debater as formas de garantir mais diversidade e inclusão ao setor de tecnologia. O próximo acontece em setembro e terá como tema o Afrofuturismo. Iana Chan, fundadora da PrograMaria, acredita que esses eventos são importantes para fomentar o debate sobre o tema. “Dar visibilidade é uma forma de incentivar que mais pessoas trans ocupem a área.”

Falta de diversidade

A falta de representatividade feminina afeta tanto a cultura organizacional quanto os lucros das empresas. Se esse público fosse mais presente na economia global, possivelmente o PIB aumentaria em US$ 28 trilhões (mais de R$ 145 trilhões) até 2025.

Com a pandemia, houve piora no mercado de trabalho brasileiro, o que afetou diretamente mulheres e minorias, como as pessoas negras, trans e travestis. Pesquisa da consultoria Indique Uma Preta e da Box1824 realizada em 2020 aponta que 54% das mulheres negras não exerciam trabalho remunerado e, entre elas, 39% estavam em busca de emprego. Entre as empregadas no mercado de trabalho formal, apenas 2% ocupavam cargos de diretoria, 3% eram sócias proprietárias e outros 3% atuavam como gerentes.

Segundo a Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra), a expectativa de vida das travestis no Brasil é de apenas 35 anos. Além disso, em 2018, somente cerca de 0,02% delas estavam na universidade, enquanto 72% não tinham ensino médio e 56% não haviam completado o ensino fundamental.

Fonte: Canaltech

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