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Intel apresenta novos chips focados em inteligência artificial na nuvem

Felipe Demartini

A Intel apresentou nesta semana uma nova geração de chips com foco em inteligência artificial na nuvem, parte de sua linha de processadores para redes neurais. Os dois componentes, NNP-T1000 e NNP-I1000, como os nomes já indicam, fazem parte de uma mesma família, mas possuem aplicações práticas um bocado diferentes: enquanto o primeiro tem foco no treinamento de redes neurais em pequenas redes ou supercomputadores, o segundo vem para auxiliar em tarefas mais intensas e que envolvam inferência.

De acordo com a Intel, a ideia é entregar soluções completas e que funcionem de maneira integrada com frameworks de deep learning, com todo o sistema sendo desenvolvido a partir de arquiteturas de código aberto. A fabricante também disse ter focado em eficiência energética e um bom gerenciamento de memória para que seus chips tenham a melhor performance possível mesmo com um total reduzido de recursos.

Uma prova disso é que as necessidades de parceiros em termos de IA foram levadas em conta no desenvolvimento da tecnologia que, agora, fica disponível a todos. Baidu e Facebook são citados como nomes que exigem uma intensa atividade de inteligência artificial e deep learning, e foi com base exatamente em tais necessidades que a linha foi desenvolvida.

Novos chips de IA da Intel prometem trazer maior poder de processamento e eficiência energética, além de escalabilidade para diferentes tarefas (Imagem: Divulgação/Intel)

Junto com os dois novos integrantes da linha NNP, a Intel também apresentou a nova geração de suas unidades de processamento visual Movidius, focada em aplicações que exijam a análise de imagens para inferência. Novamente, entram em jogo aqui questões como o gerenciamento de energia e a eficiência de processamento, com a fabricante acreditando ter atingido um bom patamar de desenvolvimento para manter sua liderança nesse tipo de solução.

A ideia da nova geração de chips para processamento visual é entregar desempenho até 10 vezes maior que a anterior, mas usando seis vezes menos energia em relação às soluções da concorrência. Novamente, a ideia é trabalhar com arquiteturas de código aberto para garantir compatibilidade e escalabilidade, com a Intel distribuindo um conjunto de ferramentas que permite aos desenvolvedores testarem e prototiparem soluções em processadores da fabricante antes de, efetivamente, comprarem o hardware, garantindo assim um funcionamento adequado.

A expectativa da empresa é que, com essa nova geração de hardware, ela chegue a um ponto de virada em termos de inteligência artificial. É claro, os produtos também fazem parte de uma estratégia de fortalecimento do portfólio da companhia nesse setor, mais uma de suas iniciativas de diversificação, com expectativa de geração de US$ 3,5 bilhões em faturamento até o final deste ano.

Os chips da linha NNP já estão em produção e sendo entregue para os consumidores, enquanto a nova geração de componentes Movidius VPU chega na primeira metade de 2020.


Fonte: Canaltech

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