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Integrante do conselho do BCE defende flexibilidade no pós-crise

·2 min de leitura

(Bloomberg) -- Ignazio Visco, membro do conselho do Banco Central Europeu, disse que a instituição deve manter um alto grau de flexibilidade nas medidas de estímulo pós-crise e que uma forma de alcançar esse objetivo é comprar mais dívida emitida pela União Europeia.

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“Acho que a flexibilidade deve permanecer, certamente temos que discutir como ajustar nossos programas de compras”, disse o presidente do banco central da Itália, em entrevista à Bloomberg Television. “Isso ajudará contra choques inesperados e a evitar a fragmentação, que pode aumentar novamente.”

Ele acrescentou que uma opção citada pelo Financial Times no fim de semana - aumentar a parcela da dívida emitida por instituições internacionais na zona do euro - é “algo que podemos acabar fazendo”, mas que ainda precisa ser discutido. Essas compras representam atualmente 10% da aquisição de títulos públicos do Eurossistema.

Os comentários de Visco dão fôlego ao debate sobre o modelo das políticas pós-crise do BCE. Com os preços ao consumidor na zona do euro subindo a um ritmo anual de 3,4% - muito mais rápido do que a meta de 2% da instituição -, autoridades enfrentam a difícil decisão sobre os próximos passos se as compras de títulos da pandemia forem encerradas como planejado em março.

Muitas autoridades de política monetária, incluindo Visco, veem o recente aumento dos preços como transitório, mas algumas começaram a alertar que a inflação pode se tornar mais arraigada se gerar salários mais altos. O presidente do banco central da Eslovênia, Bostjan Vasle, disse na segunda-feira que “estamos nos aproximando de um ponto de inflexão, onde começamos a ver mudanças nas expectativas de inflação”.

A presidente do BCE, Christine Lagarde, disse no fim de semana que as pressões inflacionárias atuais não devem durar. Os pontos de vista divergentes têm causado um racha no conselho do BCE sobre qual deve ser o nível de suporte das políticas pós-Covid do banco central.

Na entrevista, Visco também rebateu expectativas do mercado quanto ao aumento das taxas de juros. Os mercados monetários apostam que o BCE aumentará a taxa de depósito para -0,4% em setembro de 2022, já que parece cada vez mais provável que bancos centrais globais terão de apertar a política monetária.

“Por enquanto, talvez o mercado esteja um pouco agitado, e acho que deveriam olhar para nossa orientação futura de maneira mais adequada”, disse Visco.

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