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Instrutor de academia com COVID-19 não infectou nenhum aluno; descubra o porquê

Natalie Rosa
·2 minuto de leitura

Imagine estar exposto ao coronavírus, com outras dezenas de pessoas, e ninguém ficar doente? Foi o que aconteceu em uma academia em Blacksburg, cidade do estado norte-americano da Virginia. Velvet Minnick, de 44 anos, dona da academia de crossfit chamada 460 Fitness, descobriu que um dos professores de uma das unidades do local foi diagnosticado com a COVID-19, e logo temeu pelos seus alunos.

Porém, felizmente, nenhum dos cinquenta atletas que foram expostos ao SARS-CoV-19 contraíram a doença, isso porque Minnick seguiu todos os padrões de prevenção, principalmente se preocupando com a ventilação do local. A adaptação segura para o novo cenário só foi possível graças a uma consultoria feita com uma das alunas, Linsey Marr, que frequenta a academia há dois anos.

<em>O distanciamento entre as áreas é de três metros (Reprodução: Velvet Minnick/CNN)</em>
O distanciamento entre as áreas é de três metros (Reprodução: Velvet Minnick/CNN)

Professora de engenharia civil e de meio-ambiente da universidade Virginia Tech, também especialista em nanotecnologia, qualidade do ar e transmissão de vírus aerotransportada, Marr usou o seu conhecimento para manter seus colegas de academia seguros. "Eu sabia que o vírus era transmitido, principalmente, pelo ar, então achei que fosse realmente importante ter uma boa ventilação para que todos evitassem respirá-lo", explica a especialista à CNN.

Então, além da higienização de equipamentos, das mãos e do uso de máscaras, a estratégia de circulação do ar foi muito bem planejada. Foram criadas estações para os atletas perto das portas, cada uma delas com três metros de distanciamento, um metro a mais que a recomendação, todas com marcações no chão feitas com fita laranja e com todos os equipamentos necessários ali dentro.

<em>O local conta com diversas portas para a circulação do ar (Imagem: Reprodução/Linsey Marr/CNN)</em>
O local conta com diversas portas para a circulação do ar (Imagem: Reprodução/Linsey Marr/CNN)

"Eu fiz os cálculos sobre o quão grande é o espaço, qual era a velocidade típica do vento na área, e, se as portas estivessem abertas, qual seria o resultado da ventilação", contou Marr. Então, ela descobriu que o espaço ainda oferecia mais ar fresco do que era requerido pela organização American Society of Heating, Refrigerating and Air-Conditioning Engineers, que nos Estados Unidos traz recomendações para a ventilação de ambientes.

Marr ainda se preocupou em conversar com especialistas para chegar ao nível de ventilação que, realmente, cortaria todo o risco de transmissão do vírus em um ambiente fechado. Então, de acordo com a especialista, é possível até fechar as portas da academia um pouco mais e ainda assim estar de acordo com os padrões de ventilação, graças ao uso de um monitor de dióxido de carbono, que pode dar uma ideia, pelo ar exalado pelas pessoas, sobre potenciais vírus circulando pelo ar, deixando os alunos mais tranquilos durante os treinos.

<em>Monitor de dióxido de carbono no ar (Imagem: Reprodução/Linsey Marr/CNN)</em>
Monitor de dióxido de carbono no ar (Imagem: Reprodução/Linsey Marr/CNN)

Fonte: Canaltech

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