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Instrumentos virtuais vão criar músicas "impossíveis" para os ouvidos do futuro

·2 min de leitura

Pesquisadores da Universidade de Edimburgo, na Escócia, desenvolveram instrumentos musicais virtuais capazes de dar um novo sentido à música como a conhecemos hoje. Os matemáticos, físicos e cientistas da computação envolvidos no projeto fazem parte do Next Generation Sound Synthesis (NESS).

Utilizando um supercomputador, eles conseguiram criar imitações hiper-realistas de instrumentos comuns, como trompetes, violinos e guitarras. A “orquestra” digital gera um som transcendental, recriado a partir de notas musicais produzidas por meio da simulação das vibrações de materiais reais.

“Os computadores fazem música desde que eles foram inventados. Essa habilidade é anterior aos gráficos mostrados em uma tela e foi o primeiro tipo de atividade artística a acontecer por meio de uma máquina. O que fizemos aqui foi, simplesmente, expandir essa habilidade”, explica o pesquisador-chefe do projeto NESS Stefan Bilbao.

Software compositor

A equipe do NESS não usou nenhum instrumento real para desenvolver essa técnica. Em vez disso, eles criaram um programa de computador que consegue simular as propriedades físicas de instrumentos virtuais, rastreando características como a mudanças de pressão do ar em uma trombeta ou o movimento preciso das cordas dedilhadas em um violão.

Essa abordagem permitiu que os pesquisadores captassem nuances sonoras que outros sistemas de leitura musical não conseguem distinguir. Com essa técnica, é possível recriar, por exemplo, o som de instrumentos de sopro tocados com suas válvulas pressionadas até a metade, o que é muito difícil de reproduzir no mundo real.

“No total, dez músicos foram convidados para experimentar o que estávamos construindo no NESS. Não demorou muito para que eles começassem a mexer no código do programa para expandir os limites do que era possível, recriando sons que ultrapassavam as fronteiras da imaginação”, acrescenta Bilbao.

Gadi Sassoon

O compositor Gadi Sassoon, um entusiasta da música orquestral e digital, foi um dos músicos convidados para ajudar no desenvolvimento dos instrumentos virtuais. Ajustando diversas variáveis no processo de simulação, ele conseguiu mudar as regras da física que regem a perda de energia, criando condições que não existem no nosso universo.

Nesse mundo improvável, ele codificou uma trombeta de 1 km de comprimento, forçando a passagem virtual de grandes volumes de ar aquecidos a mais de 700 °C. O instrumento, apelidado com o nome sugestivo de “fogo de dragão”, foi usado pelo músico no álbum Multiverse, lançado em 2020.

“Esta nova geração de som digital mudará o futuro da música. Uma desvantagem é que menos pessoas aprenderão a tocar instrumentos físicos. Por outro lado, os computadores podem começar a soar mais como músicos de verdade, ou fazer algo completamente diferente”, prevê Gadi Sassoon.

Fonte: Canaltech

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