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Instituto pede a cassação do alvará de funcionamento do Carrefour onde Beto Freitas foi morto

BRUNA NARCIZO
·2 minuto de leitura

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O Idafro (Instituto de Defesa dos Direitos das Religiões Afrobrasileiras) entrou com uma representação na Justiça de Porto Alegre pedindo a cassação do alvará de funcionamento da loja do Carrefour onde João Alberto Silveira Freitas, homem negro de 40 anos, foi assassinado por dois seguranças. O documento, assinado pelos advogados Hédio Silva Junior e Karla Meura, usa a nota emitida pela empresa e declarações do presidente do Grupo Carrefour Brasil, Noel Prioux, para afirmar que a empresa admite a ocorrência de racismo. "O estado tem uma cota de responsabilidade muito grande em tragédias dessa natureza. Como a lei orgânica do município prevê a possibilidade de cassação nesses casos e a empresa confessa que a motivação foi racismo, entendemos que a prefeitura deve cassar como medida exemplar para que as empresas tomem medidas preventivas", diz o advogado Silva Junior. Uma lei orgânica municipal de Porto Alegre prevê punições do tipo em caso de racismo. "Sofrerão penalidades de multa até cassação do alvará de instalação e funcionamento os estabelecimentos de pessoas físicas ou jurídicas que, no território do Município, pratiquem ato de discriminação racial; de gênero", diz trecho do artigo. "Reforço meu compromisso com todas as famílias brasileiras. Se uma crise como essa está acontecendo conosco é porque temos a responsabilidade de mudar isso na sociedade. A morte de João Alberto não pode passar em vão, e é por isso que assumimos hoje o compromisso de ajudar a combater o racismo estrutural", disse Prioux em nota. O texto afirma que a empresa abriria mais tarde no sábado (21) "para reforçarmos o treinamento antirracista com todos os nossos funcionários e terceiros". O Carrefour classificou a morte como "brutal" e anunciou que romperá contrato com a empresa de segurança, além de demitir os funcionários que estejam envolvidos. O vídeo do assassinato se disseminou por redes sociais e sites de notícias a partir do fim da noite de quinta (19), gerando indignação e revolta em Porto Alegre, São Paulo e Rio de Janeiro, onde manifestações pelo Dia da Consciência Negra --a data não é feriado em Porto Alegre-- se tornaram protestos pela morte.