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Instituto Nise da Silveira fará ocupação artística com obras inéditas de Nelson Sargento

·2 minuto de leitura

O Instituto Municipal Nise da Silveira inaugura, no dia 26 de julho, uma ocupação cultural com obras inéditas do sambista Nelson Sargento, que morreu de Covid-19 em maio, pouco antes de completar 97 anos. A ocupação cultural "Arte, agoniza mas não morre: Nelson Sargento, 9.7" conta com quinze quadros — seis deles inéditos — do músico, que também era pintor. Outros 20 artistas de toda a cidade também terão obras expostas na mostra.

A exposição ocupará dois andares da instituição, que fica no Méier, na Zona Norte. Antigos quartos de internação foram transformados em pequenas galerias de arte, um circuito chamado Espaço Travessia. As visitas serão agendadas, seguindo protocolos de segurança.

Nelson Sargento pintou até os 96 anos, quando faleceu vítima de Covid-19, em maio deste ano. Ele completaria 97 anos no dia 25 de julho, véspera da inauguração. O artista compôs mais de 400 músicas, muitos clássicos da música popular, e ainda deixou acervo com 80 sambas inéditos, poesias, contos, desenhos, pinturas e textos eróticos. Além de compositor, era intérprete, poeta, escritor, pesquisador nato, ator e radialista.

Suas pinturas, que nasceram quando Sargento ainda ganhava a vida pintando paredes, têm como base experiências pessoais. Elas transitam entre o abstrato e algumas formas características — as favelas cariocas, o samba e as mulheres.

Os últimos seis quadros pintados por Nelson estão entre os trabalhos expostos. A curadoria de suas obras para a ocupação foi feita pelo violonista Agenor de Oliveira, amigo com quem escreveu diversos sambas.

No movimento de ocupação artística de diversas tendências, serão expostas obras de 20 artistas especialmente convidados para essa homenagem.

A seleção foi feita pelo curador Marcelo Valle, coordenador do Espaço Travessia. Ele explica que a escolha foi feita com base nas obras que de alguma maneira dialogam com a arte de Nelson, numa perspectiva de ancestralidade, negritude, samba, paisagem ou vivência nos subúrbios, favelas e periferia.

— Eu me refiro a ocupação artística porque ela extrapola e muito uma exposição convencional, a começar pelo próprio lugar: as enfermarias de um antigo hospital psiquiátrico no Engenho de Dentro, marcado não só pela violência, mas também pelas muitas histórias de vida e pela arte — explica Valle.

O Espaço Travessia ocupa dois andares de enfermarias desativadas do antigo Hospital Psiquiátrico Pedro II, hoje Instituto Municipal Nise da Silveira. Desde 2017 a iniciativa vem investindo num programa experimental de residência artística e ateliês temporários para artistas locais do Rio de Janeiro e da Região Metropolitana, com enfoque nos subúrbios. O objetivo é criar uma proximidade particular com os processos de produção artística e relações com a saúde mental.

Artistas convidados

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