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Instituto Inhotim ganha nova diretoria e aposta em internacionalização e sustentabilidade

·3 min de leitura

A partir de janeiro de 2022, oInstituto Inhotim, maior museu a céu aberto do mundo, localizado em Brumadinho (MG),vai ganhar uma nova diretoria e um braço internacional mais robusto. O atualdiretor-presidente de Inhotim, Antonio Grassi, deixa o cargo em dezembro parase estabelecer em Portugal e atuar como consultor internacional do museu.Em entrevista ao GLOBO, em agosto, Grassi já havia adiantado as intenções deInhotim de entrar nas rotas do turismo internacional e de buscar financiamentoestrangeiro.

“Ao longo desses 10 anos quepassamos juntos, pensamos no futuro de uma instituição única, que une arte enatureza. A partir de janeiro de 2022, inicio um novo capítulo, do outro ladodo oceano. Seguirei ampliando os horizontes, desenhando novas parcerias eabrindo caminhos para essa instituição incrível”, disse Grassi em mensagemenviada a jornalistas.

O novo diretor-presidente de Inhotimserá Lucas Pessôa, ex-diretor financeiro e de operações do Museu de Arte de SãoPaulo (MASP). Paula Azevedo, ex-diretora do Museu de Arte Moderna de São Paulo(MAM-SP), assumirá a vice-presidência. A direção artística ficará sob aresponsabilidade da curadora e pesquisadora Julieta González, que já colaboroucom museus como o Masp e o Tate Modern, de Londres.

Em nota, o instituto informou que “oobjetivo principal da nova diretoria é a ampliação do contato da instituiçãocom a sociedade civil, tornando o Instituto mais aberto e permeável, e também ainclusão de outras formas de conhecimento e saberes em sua programação”. “Aperspectiva ecológica na sua dimensão mais ampla ocupará um lugar central noprograma artístico e educativo, que terão como objetivo fomentar asingularização da experiência e o pensamento crítico a partir do espaço da arte.”

Na vice-presidência, Azevedo seráresponsável pela formação de um novo conselho e de um novo programa depatronato para Inhotim, com o objetivo de fortalecer as relações institucionaise a capitação de recursos. “Também desejo me debruçarem pautas ambientais a partir de uma visão integrada entre arte, cultura,ecossistema e sustentabilidade”, afirma Azevedo. Além de ser um museu de arte contemporânea, oInhotim é também um Jardim Botânico, composto de mais de 4,5 mil espéciesvindas de todos os continentes. Isso nos dá inúmeras possibilidades!”

As mudanças, segundo o comunicadodivulgado por Inhotim, “surgem do desejo de institucionalizar a gestão” e “projetar o futuro de forma ainda mais sólida e sustentável”.Criado em 2006, pelo empresário Bernardo Paz, o Instituto Inhotim é uma Oscip(Organização da Sociedade Civil de Interesse Público) e abriga obras deimportantes artistas contemporâneos, como Cildo Meireles, Claudia Andujar eAdriana Varejão.

Nos últimos três anos, Inhotimpassou por três quarentenas e enfrentou problemas financeiros. Em 2018, ogoverno de Minas orientou a instituição a suspender a visitação devido a umsurto de febre amarela na região. Inhotim continuou aberto, mas passou afuncionar com distribuição de repelentes e exigência de atestado de vacinaçãopara entrar. No início de 2019, o rompimento da barragem Córrego do Feijão, daVale, matou 259 pessoas em Brumadinho, provocou um desastre ambientalgigantesco e forçou o instituto a permanecer fechado até fevereiro. Após areabertura, a visitação despencou 40%.

Devido a pandemia de Covid-19, omuseu fechou as portas outra vez entre março e novembro de 2020 e de março amaio de 2021. Não bastassem a febre, a lama e o vírus, o grupo Itaminas,mantenedor do instituto, enfrentou processos judiciais por dívidas tributárias.Apenas este ano, em abril e junho, o grupo conseguiu fechar acordos com aUnião e o governo mineiro para quitar dívidas de R$ 1,4 bilhão.

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