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Instituições de educação brasileiras sofrem 377 ataques digitais a cada semana

·3 minuto de leitura

Um dos setores mais visados por ataques virtuais, a educação tem sido vítima de uma onda crescente de campanhas criminosas nos últimos meses. Segundo a Check Point Research (CPR), somente no Brasil, foi realizada uma média de 377 ações contra instituições de ensino durante o mês de julho — aumento de 19% em relação ao primeiro semestre de 2021.

Os números seguem uma tendência mundial: em todo o planeta foram registrados 1.739 ataques contra o setor de educação e pesquisas durante o mês de julho (aumento de 29% em relação ao primeiro semestre). Em mais da metade dos países avaliados pela CPR, a educação é o setor mais atacado em 94% deles, se juntando aos setores do Governo/Militar e Comunicações como os alvos mais visados por cibercriminosos.

Os dados da empresa de segurança mostram que, com algumas exceções, a tendência no aumento de ataques contra instituições de educação é global. No Reino Unido eles aumentaram em 93% em julho deste ano, seguido pela Itália (70%), por Israel e Colômbia (ambos com crescimento de 51% — os únicos lugares que tiveram quedas foram a Polônia e a Espanha, com 2% e 1% de retração, respectivamente.

Imagem: Divulgação/Check Point Research
Imagem: Divulgação/Check Point Research

"Os cibercriminosos querem capitalizar com o período de volta às aulas deste ano. Descobrimos que o setor de educação foi atacado significativamente em comparação com outros setores no mês de julho. Escolas, universidades e centros de pesquisas são alvos atraentes para os cibercriminosos porque, muitas vezes, eles não dispõem de recursos suficientes em relação à cibersegurança", explica Claudio Bannwart, diretor regional da Check Point Software Brasil.

Ensino à distância aumentou os riscos

Segundo Bannwart, a mudança para o sistema de ensino remoto feita por muitas instituições desde 2019 aumentou os problemas de segurança que elas enfrentam. Como muitos alunos e professores fazem logins em sistemas usando dispositivos pessoais e em redes desprotegidas, abrem-se novas brechas e vulnerabilidades com as quais nem todos estão preparados para lidar.

Imagem: Divulgação/Check Point Research
Imagem: Divulgação/Check Point Research

“As instituições de educação devem ser proativas em suas estratégias de proteção. É importante alterar e fortalecer constantemente suas senhas e usar tecnologias que evitem ataques cibernéticos, como ransomware”, aconselha o especialista de segurança. Confira algumas dicas da CPR para se manter protegido:

  • Use senhas fortes e únicas – uma combinação fácil compartilhada pode ser prática de lembrar, mas também significa que um criminoso terá acesso a toda sua vida digital caso ela seja comprometida;

  • Cuidado com o phishing – fique atento a anexos e links suspeitos que usam endereços e imagens parecidos com instituições do ensino para expor pessoas a ambientes e links maliciosos;

  • Use sistemas com criptografia – sempre use plataformas de comunicação que disponham de criptografia ponta a ponta, e observe o cumprimento de políticas corporativas que garantem a segurança de endpoints.

A CPR também recomenda que instituições de ensino adotem sistemas de contenção e contenção que evitem a movimentação lateral de ameaças — impedindo assim que uma máquina infectada seja um ponto de infecção para toda a rede ao qual ela se conecta. Ao isolar os dispositivos comprometidos, é possível trabalhar na remediação dos danos causados, bem como na análise e esterilização do ambiente para evitar ser prejudicado por outros ataques.

Fonte: Canaltech

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