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Instalação direta de apps abre as portas para malware, diz executivo da Apple

·3 min de leitura

O diretor de software da Apple, Craig Federighi, voltou a se posicionar contra uma proposta de representantes da União Europeia, que querem impor regras contra sistemas fechados contra o iOS. Na visão dele, a instalação direta de apps, sem que estejam disponíveis na App Store, abre as portas para a realização de campanhas de malware contra os seus usuários.

Falando nesta quarta-feira (03) durante o Web Summit 2021, evento focado no mercado digital, Federighi citou a inexistência de campanhas e operações em larga escala contra o iOS, na comparação com outros sistemas operacionais como o Windows e o Android. No caso da plataforma do Google, por exemplo, ele cita um total de cinco milhões de ataques registrados todos os meses, enquanto os totais referentes aos iPhones e iPads são “quase inexistentes” devido à segurança proporcionada pela App Store.

Ao permitir a instalação direta de apps, entretanto, tais aparatos deixam de existir. Na visão do diretor de software, sem o processo de aprovação e as proteções disponíveis na App Store, os usuários acabam sendo expostos a riscos. Outra prova disso seria o fato de, no Android, esse tipo de ação até ser possível, mas altamente desencorajada pelo Google, justamente, pelos problemas de segurança em potencial.

O discurso é mais uma ocasião em que a Apple se posiciona contra uma proposta que ainda está em tramitação. Os Atos de Serviços Digitais e Mercados Digitais, como são chamados, criam regras que promovem a interoperabilidade de soluções entre diferentes plataformas e visam fomentar a concorrência reduzindo a possibilidade do que os legisladores chamam de gatekeepers, ou seja, os sistemas isolados em que as soluções só podem ser instaladas a partir de um único local.

Federighi também criticou uma das abordagens possibilitadas pelo formato, apontando riscos mesmo em caso de liberação de novas lojas de aplicativos para o iOS, mesmo sem a possibilidade de instalação direta. Novamente, ele cita a ausência de mecanismos de proteção e aprovação das soluções, que podem existir mesmo em marketplaces certificados, e voltou a afirmar que esse também não é um caminho encorajado por seu principal rival, o Google.

A proposta da União Europeia nasceu de uma disputa relacionada ao mercado fonográfico, devido a apontamentos do setor sobre uma suposta distorção praticada pela Apple em favor de seu próprio serviço musical, em detrimento dos outros. Em abril, a Comissão Europeia informou sobre um parecer favorável aos reclamantes e disse que começaria a avaliar o uso exclusivo da App Store, principalmente no que toca seus meios de pagamento, e as restrições quanto a alternativas mais baratas aos desenvolvedores no iPhone e iPad.

A fala de Federighi representa o segundo posicionamento do tipo, por parte da Apple, em questão de semanas. Em outubro, a empresa também divulgou um estudo criticando a medida e apontando um volume de ataques até 45 vezes maior contra o sistema operacional Android, fruto, justamente, da instalação de aplicativos fora dos mecanismos oficiais e controlados pela marca. O documento também vem em resposta a uma proposta semelhante, introduzida em agosto tanto no Congresso quanto no Senado norte-americanos, que também pode proibir a Maçã de impedir a instalação direta de aplicativos.

Fonte: Canaltech

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