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Instagram no iPhone é capaz de monitorar atividade do usuário em outros sites

O aplicativo do Instagram no iOS é capaz de monitorar a atividade do usuário em outros sites, quando acessados a partir do navegador da própria rede social. Com isso, páginas acessadas, interações, cliques e até mesmo dados digitados poderiam ser coletados pela empresa, que afirma que a prática é normal e não fere termos dos sistemas operacionais.

A denúncia veio do desenvolvedor Felix Krause, fundador da Fastlane, uma ferramenta de código aberto voltada para facilitar a produção de apps. De acordo com ele, o segredo do rastreamento está na inserção de um código Javascript sempre que o usuário do Instagram clica em um link na própria rede social, o que vale tanto para anúncios quanto para compras ou interações com perfis de outros utilizadores.

Seria, na visão do especialista, uma quebra na privacidade deles, uma vez que não é dado o consentimento explícito ou nem mesmo um alerta de que esse rastreamento está acontecendo. Além disso, a ideia de que o Instagram coleta dados digitados é preocupante, uma vez que o script pode acabar coletando dados pessoais e informações sensíveis, além de senhas ou detalhes de cartão de crédito, por exemplo.

<em>Navegador interno do aplicativo do Instagram é capaz de monitorar usuários em outros sites, incluindo dados digitados que podem levar à coleta de informações sensíveis (Imagem: Captura de tela/Felipe Demartini/Canaltech)</em>
Navegador interno do aplicativo do Instagram é capaz de monitorar usuários em outros sites, incluindo dados digitados que podem levar à coleta de informações sensíveis (Imagem: Captura de tela/Felipe Demartini/Canaltech)

Krause ainda relaciona o uso deste código com um recurso introduzido pela Apple a partir do iOS 14.5, o ATT (sigla em inglês para Transparência em Rastreamento de Apps). A função permite que os usuários autorizem ou bloqueiem esse tipo de acompanhamento e compartilhamento de dados de uma aplicação sobre outras, o que também inclui navegadores; a mudança gerou perdas de US$ 10 milhões para a Meta e gerou mudanças em suas tecnologias de anúncios.

A ligação entre as duas coisas, inclusive, está na resposta oficial da companhia. Em retorno ao desenvolvedor, a responsável pelo Instagram disse que os dados rastreados a partir do navegador da rede social são usados para agregar eventos — justamente a terminologia usada por ela no início deste ano, quando apresentou sua solução de monitoramento e coleta de métricas para publicidade a partir do Facebook e seus demais serviços.

Ainda na resposta, a companhia disse que a inserção do código Javascript só coleta dados em sites que possuem o chamado Meta Pixel — outro recurso que serve para monitorar usuários para fins publicitários. Seu uso, afirmou, está de acordo com os termos de uso do iOS e também do ATT, não representando risco à privacidade dos usuários.

Ainda assim, a companhia recomendou que os utilizadores que estiverem preocupados podem copiar os links disponibilizados na rede social e os abrir no navegador mobile de sua preferência, onde a interação não será rastreada. A Meta, entretanto, não falou diretamente sobre a possibilidade de dados sensíveis serem obtidos por meio do recurso.

Fonte: Canaltech

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